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Zema diz ter aumentado salário por suposto populismo de Aécio

Zema afirma ter aumentado salário em 300% para corrigir medida de Aécio, alegando transparência e fim da maquiagem salarial no governo de Minas

O pré-candidato a presidente afirmou que sua decisão foi tomada "por uma questão de transparência, para não ficar maquiando as coisas, como no passado"
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  • Romeu Zema afirma ter aumentado seu salário em 300% durante o governo de Minas para corrigir medida tomada em 2007, considerada populista por Aécio Neves.
  • A mudança ocorreu por meio de projeto de lei sancionado em 2023, que elevou o salário base do governador, do vice-governador e do primeiro escalão; o salário do governador chegou a R$ 41.000 mensais.
  • Zema sustenta que a remuneração anterior era mascarada por benefícios, com diferenças entre o que era divulgado e o que recebia na prática.
  • O ex-governador diz ter adotado a medida por transparência e afirma que todo o seu salário foi doado desde o início do governo.
  • O STF arquivou ação sobre o assunto; o Poder360 pediu comentários a Aécio Neves, que não respondeu até a publicação desta reportagem.

Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência pelo Novo, afirma ter aumentado seu salário em 300% durante a gestão para corrigir uma medida tomada pelo antecessor. A declaração foi feita em entrevista ao Poder360 na quarta-feira, 20 de maio de 2026.

Segundo o ex-governador, em 2007 o então governador reduziu pela metade o salário dele e de secretários para agradar a população. Na prática, Zema diz que o movimento era populista e que a correção era necessária. A afirmação foi apresentada como justificativa para a mudança anunciada.

Em 2023, Zema sancionou um projeto de lei que reajustou o salário base dele, do vice-governador e de todo o primeiro escalão em 300%. O vencimento do governador passou a R$ 41 mil mensais. O tema já chegou ao STF, mas a ação foi arquivada.

A justificação de Zema envolve crítica à forma de remuneração anterior. Ele afirma que o teto era apenas formal e que benefícios encobriam números maiores. Segundo o ex-governador, a nova prática torna os salários mais transparentes e diretos.

O conteúdo também aponta que, na visão dele, houve distorção entre salários de secretários de Minas e de cargos equivalentes em municípios. Zema sustenta que a remuneração anterior era desproporcional, o que justificaria a correção.

Outro lado

O Poder360 tentou ouvir Aécio Neves, ex-governador e senador, sobre as declarações de Zema. Não houve resposta até o fechamento desta reportagem. O espaço permanece aberto para manifestação e atualização futura.

Contexto adicional

De acordo com Zema, a mudança também teve objetivo de melhorar a percepção pública sobre a gestão. Ele afirma ter feito a doação integral do seu salário desde o início do governo, como forma de transparência. A defesa sustenta que ajustes eram necessários para corrigir desigualdades entre cargos.

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