- O pré-candidato Romeu Zema, do Novo, disse que não se importa em ser chamado de traidor por aliados do PL por criticar a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.
- Zema afirmou que o tempo é senhor da razão e que críticas políticas podem acontecer para “aparecer às custas dos outros”.
- O rompimento aumentou após Zema publicar um vídeo dizendo estar decepcionado com Flávio Bolsonaro, provocando críticas de aliados do senador, como Eduardo Bolsonaro.
- O ex-deputado Eduardo Bolsonaro acusou Zema de se aproveitar do momento político e de atacar Flávio sem explicações, enquanto Zema ressaltou que as doações feitas ao diretório mineiro do Novo foram declaradas à Justiça Eleitoral.
- Sobre o convite para Flávio ser vice, Zema disse que a ideia foi apenas uma brincadeira e que ambos devem estar juntos no segundo turno contra o PT.
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato do Novo, Romeu Zema, disse não se importar com ser chamado de traidor por filiados ao PL. Ele critique a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, durante entrevista ao Poder360.
Zema afirmou que críticas fazem parte da política e que cabe aos opositores buscar contrapontos. A declaração acontece após um vídeo em que ele manifestou decepção em relação a Flávio Bolsonaro.
Aliados de Flávio reagiram, citando registros de doações eleitorais feitas pelo pai de Vorcaro ao diretório mineiro do Novo em 2022. Zema informou que tais repasses foram declarados à Justiça Eleitoral, dentro da lei e sem contrapartidas ao partido.
Segundo o governador, os repasses já estavam disponíveis desde 2022 e o Novo recebeu doações de várias fontes, incluindo essa, de maneira transparente. Ele acrescentou que o partido não firmou compromissos com o empresário.
Zema explicou ainda que o vídeo em que convidou Flávio para ser seu vice, antes do vazamento das conversas com Vorcaro, foi feito como uma brincadeira. Mesmo assim, mantém a expectativa de alinhamento para o segundo turno.
Ele afirmou que, caso haja oposição ao PT no pleito, pode apoiar o adversário de Lula no 2º turno, como já ocorreu em 2022. A expectativa é manter a coalizão com base em objetivos de centro-direita.
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