- Donald Trump mantém controle firme sobre o Partido Republicano, impulsionando candidatos alinhados a si nas primárias.
- Na primeira linha de frente, o deputado Thomas Massie (Kentucky) e o senador Bill Cassidy (Louisiana) foram derrotados por concorrentes apoiados por Trump.
- Outros republicanos, como o senador Thom Tillis (Carolina do Norte), se aposentaram após desentendimentos com o presidente.
- Em Louisiana, cinco senadores estaduais republicanos que se opuseram a uma reforma defendida por Trump também ficaram de fora da disputa.
- Casos de dissidentes vão além das primárias: a deputada Marjorie Taylor Greene renunciou após pressão pública, e o governador Brad Raffensperger perdeu na corrida para reeleição em Georgia.
Com forte suporte financeiro, Donald Trump tenta consolidar o controle sobre o Partido Republicano ao favorecer pré-candidatos alinhados, mirando a retirada de dissidentes. O movimento ocorre em meio a eleições de meio de mandato marcadas para novembro.
Na primária de Kentucky, o deputado Thomas Massie foi derrotado por candidato apoiado por Trump. Na Louisiana, o senador Bill Cassidy também perdeu a disputa interna para um rival alinhado ao trumpismo, segundo apuração recente. Outro Republicano que ficou de fora foi o senador Thom Tillis, da Carolina do Norte, que já anunciou aposentadoria após conflito com o ex-presidente.
Massie ficou conhecido por críticas à atuação da Casa Branca na Venezuela e no Irã, além de defender a liberação de arquivos do Departamento de Justiça sobre Jeffrey Epstein. Já Cassidy apoiou medidas contrárias à posição de Trump em temas como a investigação do 6 de janeiro.
Despesa milionária ajuda a vencer dissidentes
A campanha de Gallrein, rival apoiado por Trump, recebeu mais de 9 milhões de dólares de doadores pró-Israel, em resposta a posições de Massie contrárias a inciativas de Israel. O duelo entre Massie e Gallrein tornou-se a primária mais cara da história, com gastos publicitários superiores a 32 milhões de dólares.
Além de Massie, outros republicanos que apoiaram o deputado também foram alvo de críticas públicas de Trump. A deputada Lauren Boebert, do Colorado, recebeu ataques do presidente nas redes sociais após perder apoio de grupos favoráveis a ele. A disputa pela vaga na campanha republicana polarizou o partido no estado.
Desdobramentos e contexto político
Massie, que ocupa posição desde 2012, afirmou que a lealdade incondicional ao presidente não é automática e que a independência de votações é essencial para a Constituição. Em resposta, grupos de defesa de Israel manifestaram apoio a Gallrein, destacando divergências com o deputado derrotado.
Cassidy, que tentou avançar para a Câmara após já ter disputado o Senado, também enfrentou críticas do próprio Trump, especialmente após votar pela condenação do presidente após o 6 de janeiro de 2021. O republicano chegou a receber mensagens públicas de rejeição do ex-presidente.
Além disso, o Secretário de Estado da Geórgia, Brad Raffensperger, foi derrotado na corrida para governador, após resistir às pressões de Trump sobre o resultado de 2020. Em outra frente, a ex-deputada Marjorie Taylor Greene acabou renunciando ao mandato após pressões e ameaças recebidas.
O que está em jogo
As eleições de meio de mandato podem redefinir a maioria do Senado e da Câmara, impactando a capacidade de Trump de avançar sua agenda. A atual queda de popularidade do governo aumenta a possibilidade de mudanças significativas nos postos legislativos, caso se confirme a formação de coalizões contrárias ao ex-presidente.
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