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Rosangela Moro aciona TSE contra Lula por pedido de voto para Tebet e Marina em SP

Rosangela Moro aciona TSE por suposto pedido de voto de Lula a Tebet e Marina em evento oficial em São Paulo; pede multa de 50 mil reais

Deputada federal Rosangela Moro (PL-SP) — Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
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  • A deputada Rosangela Moro protocolou ação no Tribunal Superior Eleitoral contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por suposta propaganda eleitoral antecipada.
  • Ela pediu multa de R$ 50 mil, argumentando que Lula pediu votos para Simone Tebet e Marina Silva durante evento em São Paulo.
  • O ato ocorreu durante cerimônia de lançamento de linha de crédito a taxistas e motoristas de aplicativo, quando Lula orientou presentes a procurar integrantes do governo para apresentar demandas.
  • A defesa sustenta que houve pedido explícito de voto para as duas pré-candidatas em evento oficial financiado com dinheiro público.
  • Tebet deixou o governo em março e Marina Silva em abril, dentro do prazo legal para concorrer; o caso está em apuração pelo TSE.

A deputada federal Rosangela Moro (PL-SP protocolou nesta quarta-feira, 20) uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por suposta propaganda eleitoral antecipada. O objetivo é que Lula seja multado em 50 mil reais, segundo a argumentação apresentada.

A ação foi protocolada após Lula citar, durante uma cerimônia pública em São Paulo, as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) como possíveis votantes ao Senado no estado. A fala ocorreu em um evento relacionado ao anúncio de uma linha de crédito para taxistas e motoristas de aplicativo, com participação de sindicalistas e trabalhadores do setor.

A deputada sustenta que a declaração configura propaganda eleitoral antecipada, vedada pela Lei das Eleições e pela Resolução 23.610/2019 do TSE. A legislação prevê multa entre 5 mil e 25 mil reais para esse tipo de infração, e Moro argumenta que, por ter sido dirigida a duas pré-candidatas ao mesmo tempo, o valor deveria ser aplicado em dobro, totalizando 50 mil reais.

Para Rosangela Moro, não houve interpretação subjetiva: houve pedido explícito de voto feito pelo presidente em evento oficial financiado com dinheiro público. Ela afirma que a legislação eleitoral deve valer para todos, inclusive para o chefe do Executivo, e que a fala ocorreu em agenda institucional do governo.

A deputada ressalta decisões recentes do próprio TSE, que já reconheceram que manifestações capazes de induzir apoio eleitoral podem configurar irregularidade mesmo sem o uso direto da expressão vote em. O episódio, segundo ela, agrava a percepção de uso da máquina pública para favorecer aliados políticos.

Em nota, Moro declarou que o presidente não pode transformar evento oficial em palanque eleitoral antecipado e que líderes devem respeitar as regras. Ela reproduziu críticas sobre o que chamou de dois pesos e duas medidas na aplicação das normas eleitorais e afirmou que a democracia depende de regras claras e da aplicação imparcial da lei.

Procurada pelo Valor, a Presidência da República não respondeu até o momento da publicação deste texto.

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