- Deputados do PL de São Paulo — Gil Diniz, Paulo Mansur — e o vereador Marcelo Cruz viajaram ao Texas, em 20 de maio, para visitar Eduardo Bolsonaro, referindo-se a ele como o padrinho.
- A visita ocorre em meio à crise de imagem da família após a divulgação de negociações de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, preso por fraudes bilionárias, que financiou o filme Dark Horse.
- Vorcaro repassou ao menos R$ 60,6 milhões para financiar o filme; Flávio Bolsonaro negociou R$ 134 milhões para a produção, segundo reportagens, embora ele afirme que apenas parte foi paga.
- A Polícia Federal deve abrir investigação sobre os pagamentos do Banco Master, com hipótese de desvio de recursos para um fundo no Texas ligado a Eduardo Bolsonaro para sustentar sua permanência nos Estados Unidos; STF bloqueou contas do ex-deputado.
- Eduardo Bolsonaro negou ter recebido recursos do fundo Hevangate, confirmou ter contratado um advogado para questões migratórias e investido US$ 50 mil na fase inicial do filme, defendendo o irmão e dizendo que o contato com Vorcaro ficou restrito ao filme. Ele afirma viver de renda passiva nos Estados Unidos; Flávio reconheceu ter recebido pagamentos para a produção, mas negou irregularidades.
Os deputados estaduais do PL de São Paulo Gil Diniz e Paulo Mansur, junto com o vereador Marcelo Cruz, viajaram nesta quarta-feira, 20, ao Texas, EUA, para visitar Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. A visita ocorre em meio à crise gerada pela divulgação de diálogos entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, envolvido em suspeitas de fraudes bilionárias.
A comitiva quer se reunir com Eduardo Bolsonaro, que é aliado da sigla e tem atuação política no movimento articulado pelo grupo. Os parlamentares publicaram vídeos nas redes sociais dizendo que vão ver o padrinho, numa referência ao irmão de Jair Bolsonaro. A deslocação prioriza manter contatos com apoiadores próximos ao núcleo familiar.
A propósito da polêmica, o caso envolve negociações de Flávio Bolsonaro com Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, sobre a família Bolsonaro. A Polícia Federal abrirá investigação para apurar repasses e possíveis desvios de recursos entre Vorcaro e o projeto, com foco em eventuais articulações com fundos no Texas.
Segundo o Estadão, houve negociação de cerca de 134 milhões de reais para o filme, com pagamento parcial já confirmado pelo senador. O Intercept Brasil publicou mensagens e áudios comprovando as tratativas, que o STF já havia bloqueado em parte. Flávio afirma que parte do dinheiro foi paga e que as tratativas ocorreram antes das investigações de fraude.
Eduardo Bolsonaro negou ter recebido recursos do fundo Hevangate, ligado aos pagamentos, mas afirmou ter contratado um advogado para questões migratórias e de fundos. Ele confirmou ter investido US$ 50 mil na fase inicial do longa, ressaltando que o contrato de produtor-executivo é antigo e não implica controle financeiro. O ex-deputado também citou renda passiva como principal fonte de sustento nos EUA.
Flávio Bolsonaro reconheceu ter recebido pagamentos de Vorcaro para a produção, mas negou irregularidades. Disse que as conversas começaram em 2024, antes de o caso de fraude se tornar público, e que manteve contato com o banqueiro mesmo após o início das apurações. O filho de Bolsonaro afirmou ainda ter visitado Vorcaro na residência do empresário.
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