- Michelle Bolsonaro afirmou que o PL não pode se aliar ao “mal” ao fazer referência ao apoio a Ciro Gomes no Ceará, durante lançamento da pré-candidata Maria Amélia pelo Distrito Federal.
- Ela ignorou Flávio Bolsonaro no discurso de mais de vinte minutos e citou o senador Eduardo Girão, defendendo que não há aliança com o mal e que o objetivo é transformação, não poder.
- A ex-primeira-dama criticou feministas, exaltou a participação feminina na política e citou candidatas ao Senado que pretende apoiar como presidente nacional do PL Mulher.
- Não confirmou se vai concorrer ao Senado pelo Distrito Federal; disse não ter feito planos para ser presidente ou senadora, apresentando o desejo como do marido e guiado por Deus.
- Falou sobre a rotina doméstica com Bolsonaro, citando a prisão domiciliar, reclamou de sobrecarga e não comentou diretamente a crise com Flávio ou o caso Master.
Michelle Bolsonaro participou, na noite desta terça-feira, de um evento de lançamento da pré-candidatura de uma amiga do PL, em Brasília. Durante o discurso, a ex-primeira-dama citou o apoio a Ciro Gomes no Ceará como uma meia-verdade a ser evitada pelo partido. Ela também ignorou o primo Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato ao Senado, mantendo o foco na agenda apresentada.
A fala durou mais de 20 minutos. No palco, a ex-primeira-dama destacou a atuação de aliados que apoia para o pleito de outubro e mencionou nomes femininos do PL para disputar o Senado. Distante da crise envolvendo o caso Master, ela reforçou metas políticas ligadas ao fortalecimento de candidaturas femininas dentro do partido.
Discurso, família e estratégia
Michelle comentou que viajou pelo Brasil para incentivar candidaturas de mulheres, não para concorrer à Presidência. Em tom reservado, citou conhecer a rotina doméstica com Jair Bolsonaro, hoje impedido de atuar ativamente na política. Ela disse que não fará discursos amplos sobre eleições, limitando-se a apoiar aliados.
Ela avaliou entregas associadas ao casal Bolsonaro durante a gestão anterior e fez críticas veladas ao PT e à atual gestão. Em uma passagem, elogiou a atuação da família e ressaltou uma visão de transformação social, sem citar datas ou resultados específicos.
Cenário interno do PL e relação com Flávio
Ao falar sobre o cenário interno do PL, Michelle mencionou candidatas ao Senado que pretende apoiar e ocupar a presidência nacional da bancada feminina do partido. A ex-primeira-dama não confirmou se disputará o Senado pelo Distrito Federal, mantendo o discurso focado em incentivar candidaturas.
Durante o ato, não houve menção direta a Izalci Lucas, interlocutor próximo de Flávio, também presente no evento. A presença de Michelle coincidiu com debates sobre a possible substituição de nomes na chapa do PL, tema que vem sendo discutido internamente.
Contorno de controvérsias e desfechos
Ao encerrar, Michelle disse que não deve se envolver em disputas internas nem declarar apoio a candidaturas específicas sem orientação de seus aliados. Ela também disse ter esperança de dias melhores para o Brasil e não tratou da eleição presidencial em curso durante a fala pública.
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