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Manifestação no Aeroporto de Guarulhos pede fim da escala 6×1

Manifestantes no Aeroporto de Guarulhos pedem fim da escala 6x1 e aprovação do projeto de lei 4146/2020, destacando impactos à saúde e à convivência familiar

20/05/2026 - São Paulo - Manifestantes fazem ato no Aeroporto de Guarulhos para pedir pelo fim da escala 6x1. Foto: Fabiano Polayna/Siemaco-SP
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  • Protesto no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, ocorreu pela manhã de hoje, 20, pedindo o fim da escala 6×1.
  • Participaram as federações e sindicatos Femaco, Sinteata, Fenascon e Siemaco-SP.
  • Os sindicatos dizem que as jornadas exaustivas afetam a saúde, a convivência familiar e a dignidade dos trabalhadores.
  • A mobilização também defende mudanças nas relações de trabalho e afirma que o fim da escala 6×1 representa avanço social.
  • Também foi solicitada a aprovação do projeto de lei 4146/2020, que regulamenta a profissão de limpeza urbana e garis, em tramitação no Congresso.

Na manhã desta quarta-feira (20), trabalhadores realizaram um protesto no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, para pedir o fim da escala 6×1. Faixas, cartazes e batucadas fizeram parte do ato no saguão, com os manifestantes clamando pelo fim da prática.

Participaram do protesto a Femaco (Federação dos Trabalhadores em Serviços, Asseio e Conservação Ambiental, Urbana e Áreas Verdes no Estado de São Paulo), o Sinteata (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Prestadoras de Serviços Auxiliares de Transporte Aéreo do Estado de São Paulo), a Fenascon (Federação Nacional dos Trabalhadores em Serviços, Asseio e Conservação, Limpeza Urbana, Ambiental e Áreas Verdes) e o Siemaco-SP (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo).

Para Cristiano Rodrigo, presidente do Sinteata, a luta vai além de uma pauta sindical, atingindo saúde física e mental, convivência familiar e dignidade humana. Ele ressaltou que trabalhadores acordam de madrugada, enfrentam jornadas exaustivas e precisam de tempo para descanso, estudo e família.

Jornadas exaustivas também foram mencionadas pelos sindicatos, que afirmam que a escala 6×1 desumaniza a cadeia produtiva ao limitar a vida pessoal do trabalhador. Paulo Henrique Oliveira, da Fenascon, apontou que a desumanização atinge a própria qualidade do serviço prestado aos cidadãos.

Além da cobrança pela extinção da 6×1, os manifestantes pediram a aprovação do PL 4146/2020, que regulamenta a profissão de garis e trabalhadores da limpeza urbana. O projeto tramita no Congresso Nacional e é visto como parte das propostas dos sindicatos para melhorar as condições de trabalho no setor.

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