- Treze usuários apostaram US$ 140 mil na previsão de que Israel atacaria o Irã até o final da semana, pouco antes do ataque efetivo, gerando lucros superiores a US$ 600 mil para as contas vencedoras.
- A investigação do New York Times aponta que mais de oitenta usuários apresentaram apostas suspeitas na Polymarket, com padrões como contas recém-criadas e apostas bem-cronometradas em temas militares desde 2024.
- Casos marcantes incluem a prisão de Nicolás Maduro em 3 de janeiro, após apostas de alto valor pouco antes do anúncio, com ganhos de mais de US$ 400 mil para um usuário; autoridades responsabilizaram um soldado das forças especiais dos EUA em outro caso semelhante.
- Em 7 de abril, pelo menos sete usuários fizeram apostas próximas ao anúncio de um possível cessar-fogo entre EUA e Irã, acumulando mais de US$ 1,4 milhão de lucro coletivo.
- A Polymarket e a Kalshi enfrentam o escrutínio regulatório e a discussão sobre uso de informações privilegiadas; a Polymarket afirma monitorar atividades suspeitas e colaborar com autoridades, enquanto a Kalshi segue planos de oferecer apostas regulamentadas nos EUA.
Investigações indicam uso de informações privilegiadas em apostas da Polymarket. Treze usuários apostaram US$ 140 mil dizendo que Israel atacaria o Irã até o fim da semana seguinte. O ataque ocorreu no dia seguinte, rendendo lucros expressivos aos envolvidos.
O episódio aconteceu na noite de 12 de junho do ano passado, em uma quinta-feira. A Polymarket é uma plataforma de previsões com apostas ligadas a eventos globais. Probabilidades mostravam que o ataque era improvável, mas houve apostas altas.
Sete contas foram abertas dias antes da aposta. Outras tinham histórico de apostas em ações militares contra o Irã. Dois casos chamaram atenção por padrões de atividade anteriores a ganhos expressivos.
Israel destravou um ataque ao Irã ao fim do dia, gerando lucros superiores a US$ 600 mil para as contas envolvidas. A cena trouxe questionamentos sobre o uso de informações não públicas em mercados de previsão.
Contexto e padrões observados
Um levantamento do New York Times apontou mais de 80 usuários com características suspeitas. Entre elas, apostas bem cronometradas por contas novas e ganhos significativos em tópicos de militarização.
Casos de maior repercussão incluem apostas em prisão de Maduro, antes de medida das autoridades dos EUA em janeiro, com ganhos superiores a US$ 400 mil. Autoridades citadas indicam uso de informações, ainda sem provas definitivas.
Sete usuários lucraram mais de US$ 1,4 milhão em apostas relacionadas a um possível cessar-fogo entre EUA e Irã. Dois deles tiveram ganhos acima de US$ 400 mil cada.
Resposta regulatória e posicionamento da plataforma
A Polymarket declarou que apura atividades suspeitas e coopera com autoridades quando cabível. A empresa reforçou que o uso de informações privilegiadas não tem lugar na plataforma.
A comparação com a Kalshi mostra diferenças operacionais: a Polymarket registra grande parte das apostas em criptomoedas, com dados públicos, enquanto a Kalshi mantém menos transparência. Ambas enfrentam pressões regulatórias crescentes.
A análise do Times também destaca que, segundo um relatório de uma ONG, grandes apostadores em eventos com baixa probabilidade ganharam a maior parte dos lucros em temas militares.
Perspectiva pública e regulação
Mercados de previsão ganharam popularidade, movendo grandes volumes. Reguladores discutem regras sobre uso de informações privilegiadas. Em 2024, a Kalshi venceu processo para operar apostas eleitorais nos EUA; a Polymarket avançou com autorizações limitadas.
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