- Ibaneis Rocha, ex-governador do Distrito Federal pelo MDB, publicou um vídeo em quarta-feira, 20 de maio de 2026, dizendo ter tido decepções com a governadora Celina Leão e sinalizando um realinhamento de posições; houve uma reunião com lideranças do MDB em sua residência.
- Participaram Baleia Rossi, Rafael Prudente e Wellington Luiz; Ibaneis afirmou que o MDB quer manter base de apoio a Celina Leão, defendendo continuidade do governo que ele ajudou a montar.
- Celina Leão se afastou de Ibaneis em relação às investigações envolvendo o caso Master, afirmando ao Estadão que “cada CPF é diferente” e que não há relação entre ela e Ibaneis no caso.
- Celina publicou vídeo dizendo que “sucessão nunca será submissão” e citou crises no BRB e um rombo bilionário nas contas públicas desde que assumiu.
- Interceptações da Polícia Federal apontam que Ibaneis teria sido solicitado a ajudar para justificar compra de ativos do Master pelo BRB; o BRB negou envolvimento ilícito, e o BC barrou a operação em 2021, liquidando o Master em 2025.
Ibaneis Rocha, ex-governador do Distrito Federal, publicou um vídeo nesta quarta-feira (20 mai 2026) afirmando ter enfrentado decepções com a governadora Celina Leão. Ele sinaliza um realinhamento de posições e não um rompimento definitivo, segundo suas palavras no material divulgado.
A gravação mostra Ibaneis reunido com lideranças do MDB na casa dele, incluindo Baleia Rossi, Rafael Prudente e Wellington Luiz. O grupo teria discutido a relação entre o governador interino e o partido, sustenta o conteúdo.
Ibaneis afirma que o MDB pretende seguir com Celina Leão, mantendo uma linha de continuidade do trabalho do governo anterior. A repercussão ocorre no momento em que o ex-gestor planeja disputar o Senado nas eleições de 2026.
Celina Leão, por sua vez, buscando distanciar-se do ex-governador, citou o caso Master em entrevista ao Estadão, ao negar vínculos com investigações envolvendo o BRB. Ela disse que cada CPF tem sua própria responsabilidade.
Nesta quarta, Celina também publicou um vídeo nas redes sociais afirmando que a sucessão não representa submissão, destacando crises vividas desde o início de sua gestão, incluindo problemas no BRB e um suposto rombo nas contas públicas.
Interceptações da Polícia Federal revelaram que o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, afirmou que Ibaneis teria pedido ajuda para justificar a aquisição de ativos do Master pela instituição. Ibaneis nega envolvimento e diz estar totalmente limpo.
O Banco de Brasília já avalizou a compra do Master em 2025, aprovação do Conselho de Administração, mas o Banco Central bloqueou a operação em setembro do mesmo ano por riscos e inconsistências. O Master foi liquidado em novembro.
A negociação envolveria um conglomerado com cerca de 100 bilhões de reais em ativos. O BRB havia fixado o ativo inicial do Master em aproximadamente 24 bilhões, após excluir 51,2 bilhões considerados problemáticos, segundo informações não consolidadas.
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