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Governo lança medidas contra feminicídio sem ouvir ministra das Mulheres

Planalto lança medidas contra o feminicídio; a ministra das Mulheres não discursou, com falas majoritariamente masculinas e apenas Janja falando entre mulheres

Ricardo Stuckert/PR - 20.05.2026
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  • Governo lança medidas contra o feminicídio no Palácio do Planalto, e a ministra Márcia Lopes ficou sem espaço para discursar.
  • Do discurso principal, quem falou foram homens: presidente Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da Câmara Hugo Motta, ministro Edson Fachin, e o senador Humberto Costa.
  • Entre as mulheres presentes, apenas a primeira-dama Janja Lula da Silva e Maria Helena Guarezi, coordenadora do comitê, discursaram.
  • Márcia Lopes é ministra das Mulheres desde maio de 2025, quando assumiu no lugar de Cida Gonçalves; em fevereiro, no lançamento do pacto, também não discursou.
  • As medidas anunciadas ampliam a rede de acolhimento, fortalecem o combate à violência de gênero e endurecem a resposta a crimes no ambiente digital.

O governo apresentou neste 20 de fevereiro um pacote de medidas contra o feminicídio, destacando novos projetos de lei e decretos ligados ao Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio. O foco é ampliar a rede de acolhimento, fortalecer o combate à violência de gênero e endurecer a atuação no ambiente digital.

No Palácio do Planalto, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, não discursou durante o evento. A maior parte dos discursos ficou por conta de figuras masculinas: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente da Câmara, Hugo Motta, o presidente do STF, Edson Fachin, e o senador Humberto Costa. Entre as mulheres presentes, apenas a primeira-dama Janja Lula da Silva e a coordenadora do comitê, Maria Helena Guarezi, falaram.

Márcia Lopes ocupa o posto desde maio de 2025, quando substituiu Cida Gonçalves. Em fevereiro, ocasião anterior de lançamento do pacto, a ministra também participou do ato sem ser convidada a falar, segundo registros da agenda governamental. O episódio levanta perguntas sobre a participação da pasta em cerimônias oficiais.

Detalhes das medidas anunciadas

As ações incluem ampliar a rede de acolhimento a vítimas, aumentar a proteção a mulheres em situação de risco e reforçar a repressão a crimes cometidos pela via digital. A avaliação inicial aponta intensificação de serviços de apoio, orientação jurídica e encaminhamentos para acolhimento imediato.

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