- A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, deve pedir o arquivamento da investigação da Operação Sem Desconto, que apura fraudes em descontos do INSS.
- A empresária Roberta Luchsinger afirmou à Polícia Federal que apresentou Lulinha ao lobista, mas negou que ele tenha recebido recursos ou atuado em negócios ligados ao canabidiol.
- Os advogados dizem que o depoimento reforça a tese de que Lulinha não teve participação nas irregularidades investigadas e que não houve provas contra ele.
- A defesa sustenta que o caso pode ser arquivado por absoluta ausência de provas, mantendo Lulinha colaborando com as investigações desde o início.
- O responsável pela defesa comparou o caso com investigações envolvendo Flávio Bolsonaro, destacando diferenças nas posturas de Lula e Bolsonaro em relação aos filhos.
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, deve pedir o arquivamento da investigação da Operação Sem Desconto, que apura fraudes em descontos do INSS. O foco é afastar qualquer envolvimento do filho do presidente Lula. Roberta Luchsinger, empresária, prestou depoimento à PF nesta semana, negando contatos do jovem com negócios de canabidiol.
A empresária afirmou ter apresentado Lulinha ao lobista antes da deflagração da operação, mas declarou que o filho do presidente não recebeu recursos nem atuou nos negócios ligados ao mercado de canabidiol. O depoimento reforça a tese de ausência de participação do envolvido nas irregularidades apuradas.
Segundo a defesa, há absoluta ausência de provas contra Lulinha e a estratégia é requerer o arquivamento. A investigação apura descontos indevidos em aposentadorias entre 2019 e 2024, com a PF já levantando a hipótese de envolvimento do jovem como possível sócio oculto do Careca do INSS, versão negada pela defesa.
Comparação com Flávio Bolsonaro
O advogado Marco Aurélio de Carvalho comparou o caso de Lulinha a investigações envolvendo Flávio Bolsonaro, afirmando diferenças entre as posturas de Lula e Bolsonaro em relação aos filhos. Ele destacou que Lula teria incentivado a colaboração de Lulinha com as autoridades, enquanto Bolsonaro teria adotado postura de proteção a Flávio. O defensor ainda afirmou que o episódio não representa mais um problema político para o presidente, mas pode influenciar o cenário eleitoral de 2026.
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