- Um dia após ser alvo de operação da Polícia Federal, o ministro André Mendonça, do STF, determinou o sequestro de uma aeronave avaliada em quase R$ 10 milhões.
- A aeronave, Beechcraft King Air B200, matrícula PT-WSX, número de série BB-1266, aparece registrada em nome de Ciro Nogueira e de sua ex-mulher, Iracema Portella.
- A medida de sequestro com indisponibilidade foi formalizada por meio de uma certidão da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
- A investigação aponta Ciro como beneficiário de vantagens financeiras e patrimoniais supostamente concedidas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, com gastos como viagens internacionais e hospedagens custeadas pelo grupo.
- A aeronave havia sido negociada em agosto de 2023, por US$ 2 milhões, com cláusula de reserva de domínio; a transferência definitiva não ocorreu, e as empresas compradores eram apenas operadoras do bem.
Um dia após a PF realizar buscas no inquérito sobre supostas fraudes no Banco Master, o senador Ciro Nogueira teve uma aeronave de cerca de 10 milhões de reais sequestrada por ordem do ministro do STF André Mendonça. A decisão envolve a indisponibilidade do bem, bloqueando a propriedade enquanto as investigações prosseguem.
O avião, um Beechcraft King Air B200, com matrícula PT-WSX, aparece registrado em nome de Ciro Nogueira e de sua ex-mulher, Iracema Portella. Segundo a PF, o senador seria beneficiário de vantagens financeiras atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, com custos de viagens e hospedagens supostamente financiados pelo grupo ligado a Vorcaro.
O sequestro ocorre dentro de certidão da Anac, que registra o histórico jurídico e operacional da aeronave. A medida foi tomada no contexto das apurações sobre supostas fraudes no Banco Master, incluindo a participação de terceiros ligados ao empreendimento.
Histórico e venda do bem
A Anac já apontava que a aeronave havia sido negociada em agosto de 2023. O contrato de compra e venda, assinado por Ciro Nogueira, Iracema Portella e uma construtora, previa reserva de domínio. O valor acordado foi de cerca de US$ 2 milhões, equivalente a ~R$ 9,8 milhões na época.
A transferência definitiva não foi concluída devido à cláusula de reserva de domínio, mantendo Ciro e Iracema como proprietários formais até a quitação das parcelas. As empresas compradoras figuravam apenas como operadoras do avião.
Entre na conversa da comunidade