- Ronaldo Caiado, pré-candidato à Presidência, afirmou na Marcha dos Prefeitos que enviará ao Congresso uma proposta para classificar facções criminosas como organizações terroristas.
- A mudança na tipificação permitiria o emprego das Forças Armadas no combate direto ao Comando Vermelho e ao PCC.
- Caiado disse que a medida é necessária para o Estado retomar o controle de territórios sob influência das facções, mencionando a região amazônica.
- O governo de Luiz Inácio Lula da Silva é contrário à medida; o Brasil mostrou aos Estados Unidos que não pode abrir espaço para que facções sejam tratadas como terroristas, para evitar atritos nas relações bilaterais.
- O pré-candidato também criticou a condução da segurança pública federal, defendendo que a responsabilidade pelo combate ao tráfico de armas e drogas, ao contrabando e à lavagem de dinheiro é da União.
O pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) informou que, se eleito, enviará ao Congresso uma proposta para classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. A declaração ocorreu durante coletiva na Marcha dos Prefeitos, em 20 de maio.
Segundo Caiado, a mudança na tipificação jurídica permitiria o uso das Forças Armadas no combate direto a organizações como o Comando Vermelho e o PCC. Ele afirmou que a medida é necessária para recuperar o controle de territórios sob influência dessas estruturas, incluindo áreas da região amazônica.
A proposta diverge do governo federal, que é contrário à classificação de terroristas. Antes de encontro com Trump em Washington, o governo Lula enviou à Casa Branca um documento com ações de combate ao crime para convencer a não avanço da ideia de incluir PCC e CV entre grupos terroristas, que poderia impactar as relações bilaterais.
Caiado também criticou a condução da segurança pública pelo governo federal, afirmando que a responsabilidade pela defesa externa, pelo combate ao tráfico de armas e de drogas e pela lavagem de dinheiro é da União. O pré-candidato disse que a atual gestão falha na coordenação e no controle das fronteiras, contribuindo para a expansão de facções no país.
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