- O Parlamento de Israel, o Knesset, aprovou por quase unanimidade um projeto para dissolver o próprio órgão, abrindo caminho para eleições antecipadas.
- Se obter aprovação final, a eleição poderá ocorrer na primeira metade de setembro, com a data definida pela comissão parlamentar entre o retorno ao plenário e a votação final.
- A medida foi impulsionada após a coalizão judaica ultraortodoxa anunciar que não vê mais Netanyahu como parceiro e defender eleições antecipadas, citando atraso na aprovação de lei que isentaria a comunidade do serviço militar.
- Pesquisas indicam que Netanyahu tende a perder o pleito, o que pode favorecer a oposição, ainda que haja risco de impasse político caso não haja acordo para formar governo.
- Os principais adversários de Netanyahu são Naftali Bennett e Yair Lapid, com Gadi Eizenkot surgindo como outra opção relevante; a disputa ocorre em meio a julgamentos de corrupção e a um cenário regional instável.
O Parlamento de Israel aprovou nesta quarta-feira a dissolução do próprio Knesset, em um movimento que pode antecipar a eleição nacional em semanas. A medida, que recebeu votação quase unânime, depende ainda de aprovação final. Netanyahu pode enfrentar pleito antes do prazo previsto.
A coalizão ultraortodoxa, tradicional aliada de Netanyahu, anunciou recentemente que não o considera mais parceiro fiel e que defenderá eleições antecipadas. A justificativa apresentada é o não cumprimento de promessas de isenção do serviço militar para a comunidade.
Enquanto isso, a oposição já buscava remover o governo por meio de votos de desestabilização. Um processo anterior falhou em 2023, mas o novo movimento pode favorecer a oposição e reduzir a capacidade de aprovar leis controversas até o pleito.
O projeto segue para uma comissão parlamentar para definir a data da eleição. Em seguida retorna ao plenário para a votação final, cuja maioria necessária é de 61 de 120 deputados. O desfecho pode ocorrer em semanas, dependendo da tramitação.
Pesquisas indicam que Netanyahu pode perder apoio na disputa, mesmo após seu retorno político. A coalizão no poder está sob escrutínio após o ataque ao Hamas em 2023, que afetou a reputação do governo na área de segurança.
Naftali Bennett, Yair Lapid e Gadi Eizenkot aparecem como adversários em ascensão nas sondagens, formando blocos que buscam atrair eleitores descontentes com o atual governo. Diversas estratégias de campanha buscam sinalizar reconciliação nacional.
Outras variáveis influenciam o cenário: o julgamento por corrupção contra Netanyahu e a possibilidade de um acordo judicial que permita sua aposentadoria parcial da política. Além disso, questões de saúde do premiê e a continuidade de conflitos regionais podem impactar a eleição. Fonte: agências internacionais.
Entre na conversa da comunidade