- Aliados de Flávio Bolsonaro apostam que a Copa do Mundo pode desviar a atenção do eleitor e reduzir o espaço da política nos próximos meses.
- A leitura interna é que o Congresso tende a esvaziar com festas juninas, Copa e eleições, dificultando a exploração do caso pela oposição.
- A campanha entende que é mais vantajoso enfrentar o desgaste agora, pouco mais de três meses do pleito, confiando na memória do eleitor.
- Foi anunciada a saída do marqueteiro Marcello Lopes, e a campanha planeja ampliar a equipe de comunicação e contratar um especialista em gestão de crise.
- O grupo mantém Flávio no papel de candidato do PL, sem plano B, e há desconfiança entre aliados sobre a condução do caso.
O entorno de Flávio Bolsonaro aposta na Copa do Mundo como ferramenta para atenuar a crise aberta após a divulgação do áudio em que o senador solicita dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro. A estratégia busca desviar a atenção do eleitorado nos próximos meses, conforme avaliação de aliados.
A leitura interna é de que o torneio pode reduzir a cobertura do noticiário político, além de contribuir para esvaziar o Congresso durante festas juninas, Copa e eleições. Com isso, o desgaste político tende a ganhar menos espaço no debate público.
Ainda segundo o grupo próximo ao senador, é mais vantajoso enfrentar o desgaste agora, a pouco mais de três meses do pleito, do que na reta final. A expectativa é de memória curta do eleitor, segundo a avaliação do entorno.
Reconfiguração da comunicação
Ontem foi anunciada a saída do marqueteiro Marcello Lopes, aliado próximo de Flávio, da campanha, após críticas à condução da resposta ao caso Vorcaro. Nos próximos dias, a campanha pretende ampliar a equipe de comunicação e contratar um especialista em gestão de crise.
Clima entre apoiadores
A articulação política mostra desconfiança entre aliados do senador. A ausência de antecipação sobre o relacionamento com Vorcaro é citada como fator para uma percepção de surpresa entre lideranças, que apontam a necessidade de novidades menos frequentes.
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