- O senador Flávio Bolsonaro defendeu, em Brasília, uma mudança na lei trabalhista para remunerar por hora trabalhada.
- A ideia prevê direitos trabalhistas proporcionais às horas, como décimo terceiro, FGTS, férias e outros.
- A proposta seria alternativa ao fim da escala de trabalho 6×1, defendido por partidos de esquerda e pelo governo Lula, que tramita na Câmara por meio de PEC.
- Flávio criticou o projeto do governo, dizendo que, em ano eleitoral, busca solução fácil que poderia gerar desemprego e elevar o custo de vida.
- Em apelo às mulheres, ele afirmou que a remuneração por hora beneficiaria esse grupo, citando que 23% das mulheres no Brasil não conseguem trabalhar.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou nesta terça-feira (19) uma proposta para alterar a lei trabalhista, prevendo remuneração por hora trabalhada. A ideia foi discutida em reunião com deputados e parlamentares do PL, na sede do partido, em Brasília.
Segundo Flávio, a remuneração por hora manteria direitos trabalhistas como décimo terceiro, FGTS e férias, proporcionais às horas efetivamente trabalhadas. A proposta surge como alternativa à eventual extinção da escala de serviço 6×1.
A defesa ocorre em meio ao debate sobre a suposta redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, tema defendido pelo governo e por projetos que tramitam na Câmara. O senador criticou a proposta do governo, chamando-a de eleitoral e potencialmente prejudicial aos trabalhadores.
Flávio destacou que a medida daria maior liberdade aos trabalhadores para escolherem sua carga horária. A idade, gênero ou necessidade de flexibilidade seriam considerados pela legislação, segundo o parlamentar.
Em relação ao impacto, o bloco governista e partidos de esquerda defendem mudanças na jornada, enquanto o governo avalia a viabilidade fiscal e os efeitos no emprego. A PEC em discussão também envolve avaliações sobre custos e impactos setoriais.
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