- O Estado-Maior Central, chefiado por Iván Mordisco, anunciou uma trégua de operações militares ofensivas de 20 de maio a 10 de junho, para assegurar tranquilidade no pleito presidencial.
- A medida ocorre em meio à violência no país, com a Colômbia enfrentando a pior crise de segurança em uma década antes das eleições de 31 de maio.
- Mordisco e seus seguidores são dissidência das antigas Farc e rejeitaram o acordo de paz de 2016, mantendo-se entre os principais agentes de instabilidade.
- O presidente Gustavo Petro tentou negociar com Mordisco dentro da política de paz total, mas sem sucesso, buscando desarmar grupos armados.
- Entre os candidatos em disputa estão o senador Iván Cepeda, Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia, com relatos de ameaças e necessidades de proteção a alguns deles.
A dissidência da antiga guerrilha das Farc, liderada pelo guerrilheiro mais procurado da Colômbia, Iván Mordisco, anunciou uma trégua para as eleições presidenciais de 31 de maio. A suspensão de operações ocorre entre 20 de maio e 10 de junho, com o objetivo de garantir tranquilidade às urnas.
O grupo rejeita o acordo de paz de 2016 e tem sido um dos principais atores da violência no país. A região vive a pior crise de segurança em uma década, a poucos dias do pleito que escolherá o substituto do presidente Gustavo Petro.
A trégua foi anunciada pelo Estado-Maior Central, que afirmou a suspensão de ofensivas para criar condições de voto maciço. A medida coincide com o esforço de Petro para negociar a paz total, ainda sem avanços com Mordisco.
Petro já tentou obter o desarmamento de todos os grupos armados, mas negociações com Mordisco não prosperaram. Em abril, o grupo foi responsável por um atentado que deixou 21 mortos em uma rodovia no sudoeste.
A violência também envolve candidatos. Em agosto do ano passado, o senador Miguel Uribe, oposicionista, foi morto em ataque; ele pretendia disputar as eleições.
Entre os candidatos em 31 de maio estão o senador de esquerda Iván Cepeda, que defende continuidade das negociações, o advogado Abelardo de la Espriella e a senadora Paloma Valencia. Ambos relatam ameaças durante a campanha.
De la Espriella afirmou ter recebido mensagens de morte e faz discurso protegido por uma estrutura de vidro à prova de balas. Valencia revelou intimidações recebidas, levando o governo a reforçar a segurança.
Petro informou ter informações sobre um possível atentado contra Cepeda, considerado favorito nas pesquisas. A situação eleva as preocupações com a segurança durante o pleito e o período pré-eleitoral.
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