- A Polícia Federal deflagrou a operação Sem Refino, para apurar fraudes fiscais, ocultação patrimonial e evasão ao exterior envolvendo grupo do ramo de combustíveis; o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, é alvo.
- O mandado de busca e apreensão foi cumprido no condomínio do político, na Barra da Tijuca, a pedido do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
- Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete afastamentos de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal.
- A PF informou a inclusão de investigado na Difusão Vermelha da Interpol, sem detalhar a quem a medida se aplica.
- A Justiça determinou o bloqueio de cinquenta e dois bilhões de reais em ativos e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas, com apoio técnico da Receita Federal.
A Polícia Federal deflagrou a operação Sem Refino para investigar um conglomerado do setor de combustíveis que teria usado estrutura societária e financeira para ocultar patrimônio, dissimular bens e evitar recursos no exterior. O alvo listado inclui o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL). A ação ocorreu nesta sexta-feira, 15 de maio de 2026, em operação cumprida no Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal, com apoio da Receita Federal.
Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e 7 mandados de afastamento de função pública. A ordem partiu do ministro do STF Alexandre de Moraes, que autorizou as medidas. A PF também informou a inclusão de investigado na Difusão Vermelha da Interpol, sem detalhar quais indivíduos teriam recebido a medida.
A investigação apura fraudes fiscais, ocultação patrimonial e irregularidades associadas a uma refinaria ligada ao grupo alvo. Além das medidas de busca, a Justiça determinou o bloqueio de 52 bilhões de reais em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas. A operação contou com o suporte técnico da Receita Federal.
Contexto e desdobramentos
As autoridades continuam apurando o envolvimento de pessoas ligadas ao conglomerado e a eventual participação de outras autoridades públicas. Não há, até o momento, manifestação oficial do ex-governador sobre o assunto. As informações oficiais destacam apenas a continuidade do andamento das diligências e dos registros contábeis e societários sob investigação.
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