- O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou ter pedido dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para custear gravações de um filme sobre Jair Bolsonaro, com valor negociado de US$ 24 milhões (aproximadamente R$ 134 milhões na época).
- Desses recursos, R$ 61 milhões teriam sido liberados entre fevereiro e maio de 2025; as parcelas restantes estavam em atraso, levando Flávio a cobrar Vorcaro por meio de mensagens.
- Vorcaro está preso sob acusação de fraudes no Banco Master, instituição liquidada pelo Banco Central; ele negocia um acordo de delação premiada.
- A imprensa internacional repercutiu o caso, com a Argentina e veículos como The Washington Post, Reuters e Bloomberg destacando impactos na pré-campanha de Flávio e no cenário político brasileiro.
- A Reuters também informou queda nos mercados brasileiros após a divulgação do áudio, com o real acima de R$ 5 por dólar e Ibovespa em baixa, alimentando especulações sobre as consequências eleitorais para Flávio Bolsonaro.
O relato internacional sobre a conversa entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro ganhou destaque na imprensa global. Flávio é pré-candidato à Presidência pelo PL, e Vorcaro é dono do Banco Master, instituição que teve intervenção do BC e posteriormente foi liquidada. O assunto veio à tona após o senador admitir ter pedido dinheiro para custear a gravação de um filme sobre Jair Bolsonaro.
Segundo reportagem do The Intercept Brasil, o valor negociado chegou a US$ 24 milhões, aproximadamente R$ 134 milhões na cotação da época. Desse total, R$ 61 milhões teriam sido liberados entre fevereiro e maio de 2025. Com atrasos no repasse, Flávio enviou mensagens cobrando a liberação dos recursos, conforme apurado pelo portal.
Vorcaro permanece preso, sob acusação de liderar fraudes bilionárias no Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central em novembro. Ele negocia um acordo de delação premiada, ampliando o escrutínio sobre o caso.
Repercussão internacional
O jornal argentino La Nación destacou a crise surgida com o episódio, em reportagem que cita o risco de a pré-campanha de Flávio Bolsonaro ser abalada pouco antes das eleições de 2026. A matéria aponta impacto potencial no discurso de transparência do candidato.
A imprensa internacional também destacou o contexto político brasileiro. A reportagem observa que o episódio pode colocar o parlamentar na mira do judiciário e ampliar dúvidas sobre a transparência de suas ações, em cenário de acirrada disputa eleitoral.
Na mesma linha, o The Washington Post destacou a posição de Flávio Bolsonaro, que nega irregularidades, enquanto já circulavam reportagens sobre o uso do número dele em celulares apreendidos pela Polícia Federal. A cobertura cita declarações do senador negando envolvimento.
Desdobramentos econômicos
A divulgação do áudio contribuiu para a queda dos mercados brasileiros. A Reuters informou que o real caiu mais de 2% e fechou acima de 5 por dólar, com o Ibovespa em queda de 1,8%, em meio a especulações sobre efeitos nas coligações políticas e no resultado da disputa presidencial.
A Bloomberg destacou a desvalorização do real, associando o episódio a dúvidas sobre a integridade de atores ligados à campanha de Flávio Bolsonaro. A cobertura econômica enfatiza o impacto imediato nos ativos e a percepção de risco político.
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