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Grupo radical que ajudou a organizar invasão da USP é identificado

Correnteza, braço da Unidade Popular, consolida atuação permanente nas universidades, com gestão do DCE da USP e participação na invasão da reitoria, alvo de críticas internas

Integrantes do Correnteza, segurando a bandeira azul do movimento, durante um protesto na USP em 2023: grupo se diferencia por ocupar espaços públicos e adotar uma estratégia de agitação permanente
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  • Movimento Correnteza, logotipo azul e branco com punho cerrado, é braço da Unidade Popular (UP), grupo de esquerda fundado em 2017; passou a integrar a gestão do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP em setembro de 2025 e esteve ligado à invasão da reitoria.
  • A atuação do Correnteza é marcada pela “agitação permanente”: ocupações, mobilizações contínuas, cozinhas solidárias, oficinas, jornais e participação em greves e ocupações em diferentes campi.
  • Dany Oliveira aparece como liderança central no movimento na USP, com cargos no DCE, UNE e coordenação nacional; disputou eleições municipais e foi lançada candidata a deputada federal pelo Correnteza/UP após o 1º de maio.
  • A invasão da reitoria da USP terminou com desocupação pela Polícia Militar no domingo, 10 de agosto, ficando o edifício com danos como portões derrubados, vidros quebrados e objetos destruídos.
  • Críticas internas à esquerda apontam para métodos oportunistas e autoritários do Correnteza; há acusações de que o grupo transforma pautas estudantis em agenda partidária, segundo avaliações de coletivos universitários e influenciadores.

O movimento Correnteza, logotipo azul e branco com um punho, reaparece na cobertura da invasão da reitoria da USP. A reportagem mostra quem está por trás, como atua e quais vínculos têm com o espectro político universitário.

Fundado em 2017, o Correnteza é braço da Unidade Popular, partido de esquerda marxista-leninista. O grupo virou referência entre estudantes por promover ações contínuas, jornalismo militante e mobilizações fora de horários formais.

Na USP, o Correnteza passou a integrar a gestão do DCE em setembro de 2025. A atuação envolveu cozinhas solidárias, oficinas, moradia estudantil, jornais e assembleias, ampliando sua presença em campi.

Origem e estratégia

A tática do Correnteza é a agitação permanente, sem depender de calendário acadêmico. O objetivo é manter mobilizações contínuas e ocupar espaços públicos sempre que surgem oportunidades ou crises políticas e acadêmicas.

Essa estratégia de base consiste em conquistar sustentação em CAs e DCEs, antes de alcançar cargos mais altos. Em campi, o grupo amplia presença por meio de atividades comunitárias e comunicação constante.

Ocupação da reitoria

A invasão da reitoria da USP envolveu portões derrubados, vidros estilhaçados e danos no interior do prédio. A ação ocorreu após a gestão do DCE confirmar participação do Correnteza em greves e mobilizações estudantis recentes.

Relatos indicam que a ocupação ocorreu no contexto de debates sobre democracia e educação, com o Correnteza exercendo papel central na coordenação das ações dentro do campus.

Dany Oliveira

Dany Oliveira figura como uma das lideranças mais presentes na cobertura. Ela atua como diretora do DCE USP, coordenadora-geral do DCE e integrante da coordenação nacional do Correnteza, com vínculos com a Unidade Popular.

Ela já disputou vagas de vereadora pela UP e, mais recentemente, foi apresentada como candidata a deputada federal. Em discursos, afirma críticas à atuação universitária e defende mudanças na gestão de silos acadêmicos.

Controvérsias internas

Até entre setores da esquerda, o Correnteza recebe críticas. Publicações e coberturas de estudantes questionam o modelo de tomada de decisões e acusam o grupo de estratégias centralizadas e uso de pautas amplas para ampliar influência.

Críticas também aparecem em podcasts e debates acadêmicos, com acusações de que o movimento transforma pautas locais em plataformas de agenda partidária, dificultando a expressão de propostas específicas dos estudantes.

Agenda e situação atual

O Correnteza é apontado como exemplo de mudança na organização de coletivos estudantis: menos negociação institucional, mais estética militante e agenda partidária. A reportagem não conseguiu ouvir representantes do movimento até o fechamento deste texto.

Fontes indicam que a presença do Correnteza em grandes universidades brasileiras tende a ampliar a visibilidade de suas ações e por vezes gerar debates sobre o papel de entidades estudantis na política.

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