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Câmara vota derrubar veto de Lula a projeto que reduz pena de Bolsonaro

Câmara vota derrubar veto de Lula a projeto que pode reduzir pena de Bolsonaro; Alcolumbre desmembra dispositivos de progressão de regime para crimes hediondos, Senado precisa votar

Manifestação bolsonarista em defesa da anistia ao ex-presidente
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  • A Câmara votou, nesta quinta-feira, 30, pela derrubada do veto de Lula ao projeto que reduz penas do STF para acusados nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, beneficiando Jair Bolsonaro.
  • O placar foi de 318 votos a favor, 144 contra e 5 abstenções; o Senado ainda precisa votar.
  • O veto foi totalmente mantido por Lula em 8 de janeiro, durante solenidade no Planalto; se rejeitado, o texto poderia encurtar o tempo de Bolsonaro na prisão em regime fechado.
  • O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, desmembrou o veto para excluir dispositivos que poderiam facilitar a progressão de regime para crimes hediondos.
  • A oposição celebrou a rejeição da indicação de Jorge Messias para o STF, enquanto o PL da Dosimetria era uma alternativa à anistia ampla defendida pelos bolsonaristas.

A Câmara dos Deputados votou nesta quinta-feira, 30, para derrubar o veto do presidente Lula ao projeto que reduz penas aplicadas pelo STF aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, beneficiando Jair Bolsonaro. O placar ficou em 318 votos a favor, 144 contrários e 5 abstenções. O Senado ainda precisa votar para que a tramitação siga.

O veto foi apresentado por Lula em 8 de janeiro, durante solenidade no Palácio do Planalto, em memória dos três anos dos eventos. Se o veto for rejeitado nas duas casas, o texto poderia encurtar o tempo de Bolsonaro na prisão em regime fechado. O projeto prevê mudanças na Lei Antifação, inclusive em relação à progressão de regime para condenados por crimes hediondos.

Desmembramento e implicações jurídicas

O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, utilizou uma manobra para desmembrar o veto, excluindo dispositivos que poderiam facilitar a progressão de regime no caso de crimes hediondos. Essa decisão visava compatibilizar as duas matérias em pauta: o PL Antifacção e o PL da Dosimetria, sem revogar integralmente as novas regras.

Segundo o entendimento de Alcolumbre, manter o veto derrubado poderia revogar as novidades da Lei Antifacção, o que, na prática, impactaria a progressão de condenados que exercem o comando de facções criminosas. A Presidência afirmou que a intenção é compatibilizar as mudanças, evitando conflitos com normas vigentes.

Reação política

A base de Lula criticou a manobra de Alcolumbre e tentou impedir o desmembramento, sem sucesso. Governistas argumentaram que a medida não reduziria a pena de condenados por crimes hediondos; a oposição, por sua vez, celebrou a rejeição de uma indicação ao STF. O senador Sergio Moro, ex-­ministro de Bolsonaro, classificou a decisão como uma vitória da sociedade ao defender maior controle sobre indicações do Executivo.

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