- O presidente Donald Trump pediu demissão imediata de Jimmy Kimmel pela ABC e pela Walt Disney após comentário do apresentador sobre Melania.
- Kimmel, em paródia do jantar dos correspondentes da Casa Branca, disse que Melania Trump “tinha um brilho como o de uma futura viúva”.
- Trump e Melania foram retirados do jantar no fim de semana, após ataque a tiros no saguão do Washington Hilton, onde ocorria o evento.
- Melania chamou os comentários de Kimmel de corrosivos e pediu que a ABC tome posição frente ao que classificou como discurso divisivo.
- A polêmica se soma a um histórico de pressões de Trump sobre emissoras e licenças, com repercussões anteriores envolvendo a FCC e suspensões de programas.
O presidente Donald Trump pediu nesta segunda-feira que Jimmy Kimmel seja demitido pela ABC e pela Walt Disney, após comentários feitos pelo apresentador sobre a primeira-dama Melania Trump. A declaração veio pouco depois que Melania reagiu aos monólogos de Kimmel durante o jantar de correspondentes da Casa Branca. O caso envolve críticas públicas do humorista a Melania em tom de paródia.
O jorno de maio discutido ocorreu durante o jantar dos correspondentes da Casa Branca, realizado no sábado, no Washington Hilton. O ataque a tiros no saguão feriu um agente do Serviço Secreto, antes de o suspeito ser detido. Trump e Melania deixaram o evento em meio ao incidente.
Melania classificou os comentários de Kimmel como corrosivos, destacando o que chamou de doença política no país. Em rede social, a primeira-dama disse que o apresentador não deveria ter espaço em casa diariamente para espalhar ódio. A assessoria de imprensa não respondeu de imediato.
Kimmel afirmou que Melania tinha um brilho semelhante ao de uma futura viúva, em tom de sátira sobre a família. A referência gerou críticas de apoiadores e de parte da indústria, com pedidos de abertura de apuração de padrões de comédia na TV.
Trump repetiu pedidos para que emissoras encerrem programas que, segundo ele, criticam o governo. Também pressionou agências reguladoras a revogar licenças de emissoras consideradas parciais. A Primeira Emenda protege piadas e sátiras, reforçam especialistas.
A gestão da Disney e da ABC não se manifestou de imediato sobre o episódio. O caso surge pouco após a apresentação de Josh D’Amaro como novo CEO da Disney, em meio a questionamentos sobre postura editorial de veículos do grupo.
Reações e desdobramentos
Executivos da indústria do entretenimento e políticos de ambos os partidos criticaram as propostas de censura. O debate envolve limites entre liberdade de expressão e responsabilidade jornalística em momentos de tensão política.
Em setembro do ano passado, a FCC avaliou medidas contra programações de Kimmel, após comentários sobre o assassinato de um ativista. Em algumas redes, o programa foi temporariamente suspenso, gerando controvérsia sobre intervenção regulatória.
Grupos de televisão como Sinclair Broadcast Group e Nexstar removeram o programa de Kimmel de centenas de estações afiliadas à ABC por breve período, elevando o tema à pauta de negociações entre asseguradores de licenças e conteúdo.
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