- Osmar Stabile convocou o Conselho Deliberativo para votar o afastamento provisório de Romeu Tuma Júnior, alegando irregularidades na gestão e assédio.
- Compareceram setenta e três por cento dos conselheiros (137 de 290); foram 115 votos pela saída de Tuma Júnior, 15 contrários e 7 abstinções, com a decisão sujeita a reconhecimento judicial.
- Romeu Tuma Júnior nega as acusações e afirma que pode levar o caso à polícia para apuração; ele afirma não reconhecer a validade da reunião.
- A sessão contou com resistência de membros como a vice-presidente Maria Angela de Sousa Ocampos e a 1ª secretária, que também não reconheceram a legalidade do encontro.
- Analysts apontam que, em caso de mudança no comando do Conselho, o grupo União dos Vitalícios, ligado a Stabile, pode sair fortalecido, enquanto o andamento da reforma do estatuto e a definição em definitivo dependem de decisões judiciais.
Na lista de conflitos que marcam o Parque São Jorge, Osmar Stabile, presidente da diretoria do Corinthians, moveu uma reunião do Conselho Deliberativo para votar o afastamento provisório de Romeu Tuma Júnior, presidente do CD. O objetivo, segundo agenda pública, seria deliberar sobre denúncia de assédio, interferência política e gravidade dos fatos envolvendo o alto escalão do clube.
Oposição feita por Romeu Tuma Júnior aponta que a convocação foi irregular e ilegal, afirmando que não deixará o cargo sem ordem judicial válida ou sem rito estatutário adequado. Alega ainda que o afastamento não foi autorizado pela maioria necessária e que houve tentativas de fragilidade institucional no clube.
137 conselheiros estiveram presentes, de um total de 290, na sessão realizada na última segunda-feira. Entre os apoiadores de Tuma Júnior, 115 votaram pela saída, 15 foram contrários e 7 se abstiveram. A decisão ainda depende de avaliação judicial para confirmar sua validade e definir quem preside hoje o Conselho Deliberativo.
O estatuto do Corinthians prevê que o CD é responsável por aprovar contas, fiscalizar a diretoria e zelar pela observância das regras. O episódio envolve ainda a possível suspensão da reforma estatutária prevista para devolver ao clube mecanismos de voto e governança, que, entre outras mudanças, podem afetar as eleições futuras.
Entre as mudanças previstas no estatuto, está a possibilidade de ampliar o direito de voto ao Fiel Torcedor nas eleições do clube. A pauta, segundo fontes ligadas aos conselheiros, estaria entre as motivações para a tentativa de afastamento de Tuma Júnior, além da suposta tentativa de conduzir votações de forma sigilosa para as contas de 2025.
A resposta institucional ao caso ainda é objeto de divergência entre os envolvidos. O vice-presidente do CD, Leonardo Pantaleão, afirmou não reconhecer a legalidade da votação realizada para afastar Tuma Júnior; Tuma, por sua vez, mantém que continuará no cargo até decisão formal. Pantaleão e Tuma discordam sobre quem comanda o CD no momento.
Além disso, a gestão temporária do CD tem enfrentado questionamentos sobre a linha de sucessão. Em nota interna, Pantaleão informou que a presidência eventual não se formaliza sem reconhecimento jurídico, o que mantém o cargo de Tuma Júnior sob contestação. Maria Angela de Sousa Ocampos foi quem conduziu inicialmente a sessão, mas também não reconheceu a legalidade do ato e encerrou o encontro.
O atual cenário aponta para a judicialização do impasse nos próximos dias. Enquanto o mérito das acusações não é definido pela Justiça, o Corinthians vive uma fase de tensão interna, com diferentes grupos políticos disputando espaço no pleito estatutário e na direção do clube.
Caso o afastamento seja validado pela Justiça, a linha sucessória aponta para Leonardo Pantaleão como provável substituto imediato, embora haja resistência de parte do corpo deliberativo à abertura de novas composições. A discussão sobre quem comanda o CD permanece em aberto até decisão judicial final.
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