- O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, se reuniu com o pastor Silas Malafaia e o deputado federal Sóstenes Cavalcante para discutir a proposta de anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
- Tarcísio se comprometeu a articular a aprovação da anistia no Congresso, que beneficiaria todos os réus no Supremo Tribunal Federal (STF).
- O governador também se encontrou com o presidente da Câmara, Hugo Motta, para discutir a viabilidade da proposta.
- Tarcísio criticou o STF, chamando o julgamento de Bolsonaro de “desarrazoado”, e afirmou que concederia um indulto a Bolsonaro se fosse presidente.
- A proposta de anistia enfrenta resistência, com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, se opondo à iniciativa e propondo um projeto alternativo.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, se reuniu na noite de quarta-feira, 3, no Palácio dos Bandeirantes, com o pastor Silas Malafaia e o deputado federal Sóstenes Cavalcante. O encontro teve como foco a proposta de anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Tarcísio, que busca se posicionar como um potencial candidato à presidência em 2026, tem sido pressionado por aliados de Bolsonaro a se manifestar contra o Supremo Tribunal Federal (STF). Durante o jantar, o governador se comprometeu a articular a aprovação da anistia no Congresso, que se estenderia a todos os réus no STF.
Na mesma semana, Tarcísio se encontrou com o presidente da Câmara, Hugo Motta, para discutir a viabilidade da proposta. A articulação visa garantir apoio a um texto que busca o perdão aos condenados pela tentativa de golpe. A movimentação é vista como uma estratégia para consolidar sua imagem como herdeiro político de Bolsonaro.
Críticas ao STF
O governador também tem intensificado suas críticas ao STF, considerando o julgamento de Bolsonaro como “desarrazoado”. Em entrevista a um jornal local, Tarcísio declarou que seu “primeiro ato” como presidente seria conceder um indulto a Bolsonaro, caso ele fosse condenado. Essa declaração reflete a crescente insatisfação entre os aliados do ex-presidente em relação ao andamento do processo.
Enquanto isso, a proposta de anistia enfrenta resistência. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, já manifestou que não apoiará a iniciativa bolsonarista, optando por apresentar um projeto alternativo. A polarização política em torno do tema continua a gerar debates intensos, refletindo a divisão no cenário atual do país.
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