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Tagliaferro denuncia combinação de alvos de investigações entre Moraes e Gonet

Eduardo Tagliaferro denuncia no Senado que Alexandre de Moraes e Paulo Gonet manipulavam investigações e fabricavam provas retroativas

Foto: Reprodução
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  • Durante audiência na Comissão de Segurança do Senado, Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Alexandre de Moraes, fez acusações sobre irregularidades no processo judicial.
  • Tagliaferro afirmou que Moraes e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, decidiam previamente os alvos de investigações e fabricavam provas e relatórios retroativos.
  • Ele apresentou evidências de que documentos foram datados retroativamente para justificar ações baseadas em reportagens da mídia.
  • As declarações geraram reações entre os parlamentares, com senadores como Flávio Bolsonaro questionando o controle das investigações por Moraes.
  • Um relatório com as denúncias será produzido e enviado a autoridades, e um pedido de proteção a Tagliaferro será feito ao governo italiano.

Durante audiência na Comissão de Segurança do Senado, Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Alexandre de Moraes, fez graves acusações sobre irregularidades no processo judicial. Ele afirmou que Moraes e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, decidiam previamente os alvos de investigações, fabricando provas e relatórios retroativos.

Tagliaferro revelou que, a mando de Moraes, trocou mensagens com Gonet e seu assessor, organizando listas de investigados que seriam enviadas para os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). “O processo foi ao contrário. Em vez de começar com uma investigação, Moraes e Gonet decidiam previamente quem seriam os alvos”, declarou. O ex-assessor apresentou evidências de que documentos foram datados retroativamente para justificar ações baseadas em reportagens da mídia.

Reações no Senado

As declarações de Tagliaferro provocaram reações intensas entre os parlamentares. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) destacou que os pedidos de investigação não passavam pelo Ministério Público ou pela Polícia Federal, mas eram controlados diretamente por Moraes. Ele questionou Tagliaferro sobre as conversas mantidas via WhatsApp com Gonet, que foram mostradas durante a audiência.

Senadores como Marcos Rogério (PL-RO) e Marcel van Hattem (NOVO-RS) reforçaram a gravidade das denúncias, afirmando que elas expõem um esquema de abuso de poder no Judiciário. Tagliaferro também mencionou que a criação de documentos retroativos configura fraude processual, o que pode levar a pedidos de impeachment de Moraes.

Desdobramentos Futuros

Ao final da sessão, Flávio Bolsonaro anunciou que a comissão produzirá um relatório com as denúncias de Tagliaferro, que será enviado ao presidente do Supremo, do TSE e do CNJ. Além disso, cópias das denúncias serão encaminhadas às defesas de presos envolvidos nos processos e um pedido de proteção a Tagliaferro será feito ao governo italiano. O senador também ressaltou que as informações serão levadas ao governo americano, destacando supostas violações de direitos humanos.

A Procuradoria-Geral da República foi contatada para comentar as acusações, mas ainda não se manifestou. As revelações de Tagliaferro podem ter repercussões significativas no cenário político e judicial brasileiro, levantando questões sobre a integridade das investigações conduzidas por Moraes e Gonet.

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