- A Polícia Federal prendeu Renato Machado, de 30 anos, em Guarulhos, suspeito de liderar uma quadrilha que trocava etiquetas de malas para enviar cocaína à Europa.
- A prisão ocorreu em uma cobertura na cidade na terça-feira, 22.
- A investigação de dois anos revelou a logística do tráfico e a influência de Machado nas operações, mesmo sem ser funcionário do aeroporto.
- Mensagens em seu celular indicam um perfil violento e ameaças a delatores.
- Em março de 2023, duas passageiras foram presas na Alemanha após serem vítimas da quadrilha, passando 38 dias na prisão.
A Polícia Federal prendeu Renato Machado, de 30 anos, suposto líder de uma quadrilha que trocava etiquetas de malas no Aeroporto Internacional de Guarulhos para enviar cocaína à Europa. A prisão ocorreu na terça-feira, 22, em uma cobertura na mesma cidade. A investigação, que durou dois anos, revelou a logística do tráfico e a influência de Machado nas escalas de trabalho, apesar de ele não ser funcionário do aeroporto.
Machado mantinha comunicação constante com os membros do grupo, o que facilitou a identificação dos envolvidos e a elaboração do organograma da organização criminosa. O delegado Felipe Lavareda destacou que, embora ele não estivesse presente fisicamente, coordenava as operações à distância. Em mensagens encontradas em seu celular, Machado demonstrava um perfil violento, com referências a possíveis ameaças a delatores.
Em março de 2023, duas passageiras de Goiânia, Kátyna Baía e Jeanne Paolini, foram presas na Alemanha após serem vítimas da quadrilha. Elas passaram 38 dias na prisão, alegando que as malas não eram suas. A PF já havia desarticulado parte da organização, mas Machado ainda não havia sido localizado. O grupo utilizava a troca de etiquetas para enviar drogas também para França e Portugal.
O esquema envolvia uma divisão de tarefas, onde os executores não tinham contato direto com os líderes. Um dos funcionários, Pedro Venâncio, foi preso após ser filmado trocando etiquetas e admitiu que receberia R$ 10 mil pelo serviço. A polícia alemã apreendeu duas malas com 20 quilos de cocaína cada, que pertenciam a Kátyna e Jeanne, após a troca de etiquetas no aeroporto brasileiro.
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