Robert F. Kennedy Jr., secretário de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, sugeriu que cientistas do governo não publiquem mais em periódicos médicos renomados, como Lancet e New England Journal of Medicine, que ele chamou de corruptos e controlados por empresas farmacêuticas. Em vez disso, ele propôs a criação de publicações internas para a pesquisa financiada pelo NIH, afirmando que essas novas revistas seriam mais legítimas. Especialistas criticaram essa ideia, dizendo que isso deslegitimaria a pesquisa financiada com dinheiro público. Kennedy também fez comentários controversos sobre vacinas e a condução da ciência, levantando preocupações sobre a liberdade de expressão e o financiamento da pesquisa sob a administração Trump. O financiamento do NIH caiu significativamente desde que Trump assumiu, e muitos cientistas estão considerando deixar os EUA devido a cortes e mudanças nas políticas de pesquisa.
O secretário de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, Robert F. Kennedy Jr., anunciou que pode proibir cientistas do governo de publicar em periódicos médicos renomados, como Lancet e New England Journal of Medicine. Durante um podcast, ele sugeriu a criação de publicações internas para a pesquisa financiada pelo Instituto Nacional de Saúde (NIH), alegando que os periódicos tradicionais estão sob influência da indústria farmacêutica.
Kennedy afirmou que a administração Trump deve interromper a publicação em periódicos que considera “corruptos”. Ele criticou a credibilidade de instituições científicas e sugeriu que as novas publicações do NIH se tornariam as mais respeitadas. “Se você recebe financiamento [do NIH], isso está ungindo você como um cientista bom e legítimo,” disse Kennedy.
A proposta gerou reações negativas entre especialistas. Adam Gaffney, professor da Faculdade de Medicina de Harvard, alertou que essa medida deslegitimaria a pesquisa financiada pelos contribuintes. Ele destacou que as aprovações de medicamentos dependem de ciência sólida e que a mudança proposta por Kennedy poderia prejudicar a integridade da pesquisa.
As declarações de Kennedy ocorrem em um contexto de críticas à administração Trump por suas políticas de saúde pública e ciência. O governo já enfrentou desafios em relação ao financiamento de pesquisas, com cortes significativos que afetaram universidades e instituições de pesquisa. Além disso, a Casa Branca lançou um relatório que questiona o consenso médico sobre vacinas, provocando preocupações na comunidade científica.
A gestão Trump tem sido marcada por tentativas de restringir a liberdade acadêmica e a publicação de pesquisas, levantando questões sobre a integridade científica e a influência de interesses comerciais na saúde pública.
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