A administração de Donald Trump suspendeu, no último sábado (15), o acesso de jornalistas da Voz da América (VOA) e de outras emissoras financiadas pelos Estados Unidos, como a Radio Free Asia e a Radio Free Europe. A decisão foi comunicada por e-mail, que instruía centenas de repórteres a devolverem seus crachás e equipamentos, como […]
A administração de Donald Trump suspendeu, no último sábado (15), o acesso de jornalistas da Voz da América (VOA) e de outras emissoras financiadas pelos Estados Unidos, como a Radio Free Asia e a Radio Free Europe. A decisão foi comunicada por e-mail, que instruía centenas de repórteres a devolverem seus crachás e equipamentos, como telefones de escritório. A medida ocorre após Trump emitir uma ordem executiva que considera a Agência de Mídias Globais dos Estados Unidos como parte da burocracia federal “desnecessária”.
Kari Lake, ex-apresentadora de notícias e agora responsável pela agência, afirmou que os subsídios federais não refletem mais as prioridades da instituição. O diretor da Rádio Free Europe/Rádio Liberty criticou a suspensão do financiamento, chamando-a de “grande presente para os inimigos dos Estados Unidos”. A VOA e outras emissoras têm se concentrado em informar sobre países sem liberdade de imprensa, como China e Vietnã, mantendo uma política editorial independente, apesar do financiamento governamental.
O diretor da VOA, Mike Abramowitz, revelou que ele e quase toda a equipe de 1.300 pessoas foram colocados em licença remunerada. Ele destacou que a ordem prejudica a capacidade da VOA de cumprir sua “missão vital”, especialmente em um momento em que adversários dos EUA investem em narrativas falsas para desacreditar o país. Não há informações claras sobre o fechamento definitivo das emissoras, mas fontes indicam que contratos de freelancers e trabalhadores internacionais foram cancelados.
A VOA, que começou suas transmissões em 1942 para combater a propaganda nazista, atende mais de 400 milhões de ouvintes, sendo comparável ao BBC World Service. Trump, que já havia criticado a VOA em seu primeiro mandato, nomeou Kari Lake como conselheira especial, reforçando sua posição contra a mídia tradicional, que considera tendenciosa. A situação atual levanta preocupações sobre a liberdade de imprensa e a independência editorial das emissoras financiadas pelo governo.
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