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Assessor de Khamenei diz que acordo EUA-Irã depende da liberação de US$ 24 bi

Assessor de Khamenei diz que acordo EUA-Irã depende da liberação de US$ 24 bilhões em ativos congelados; resistência em Washington persiste

Pessoas se reúnem perto de uma faixa com imagens do falecido líder da Revolução Islâmica do Irã, o aiatolá Ruhollah Khomeini, do falecido Líder Supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e do Líder Supremo do Irã, Mojtaba Khamenei , no dia da cerimônia do 37º aniversário da morte do aiatolá Ruhollah Khomeini, no santuário de Khomeini, no sul de Teerã, Irã, em 4 de junho de 2026
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  • Assessor do aiatolá Khamenei, Mohsen Rezaei, disse que negociações entre EUA e Irã dependem da liberação de 24 bilhões de dólares em ativos iranianos congelados.
  • Informações iniciais indicavam que o Irã buscava 12 bilhões de dólares desembolsados imediatamente após um pacto interino, com os demais 12 bilhões em fase posterior.
  • Washington tem resistido à liberação, argumentando que abriria espaço para reduzir a pressão sobre Teerã.
  • Rezaei afirmou que o problema financeiro seria usado para construir confiança, mas alertou que, caso os EUA retomem hostilidades, o Irã pode ampliar o conflito para o Oceano Índico, Bab el-Mandeb, Mar Vermelho e Mediterrâneo.
  • O assessor também afirmou que Irã e Omã devem administrar conjuntamente o Estreito de Ormuz, posição rejeitada pelos EUA, e descartou encontro entre Trump e o líder iraniano neste momento.

Mohsen Rezaei, assessor do aiatolá Ali Khamenei, afirmou em entrevista à CNN que as negociações entre EUA e Irã dependem da liberação de 24 bilhões de dólares em ativos iranianos congelados. A declaração ocorreu nesta sexta-feira, 5, e, segundo ele, o desbloqueio é condição-chave para avançar em um acordo de paz.

Segundo o assessor, caso o governo de Donald Trump não atenda ao pedido, as negociações podem entrar em impasse e até ser retomado o conflito. Rezaei disse que a responsabilidade pela mudança de rumo estaria em Washington, com a “bola no campo” dos norte-americanos.

Dependência de desbloqueio de ativos

Autoridades dos EUA resistem à liberação integral dos recursos, argumentando que o desbloqueio reduziria um dos principais instrumentos de pressão sobre Teerã. A CNN informou que a proposta inicial previa liberar metade do montante imediatamente após um acordo provisório, com o restante em etapas.

Trump tem insistido que qualquer acordo seja mais rigoroso que o pacto nuclear de 2015 e rejeita medidas que possam ser vistas como transferência de recursos ao Irã. O presidente afirma ainda que não permitirá a obtenção de uma arma nuclear pelo país.

Perspectiva de confiança e risco de escalada

Rezaei afirmou que a liberação de ativos serviria para construir confiança entre as partes e abriria “um novo horizonte” nas relações bilaterais. Em contrapartida, alertou que, se os EUA retomarem hostilidades, o Irã poderia expandir o conflito para o Oceano Índico, o estreito de Bab el-Mandeb, o Mar Vermelho e o Mediterrâneo. Ele, no entanto, minimizou a probabilidade de escalada.

O assessor também reivindicou a soberania iraniana e de Omã sobre o Estreito de Ormuz, responsável por grande parcela do tráfego de petróleo. Disse que ambos os países deveriam administrar conjuntamente a hidrovia, argumento que foi rejeitado pelos EUA.

Situação atual e contatos

Rezaei afastou a possibilidade de um encontro entre Trump e o líder iraniano. Segundo ele, as negociações ainda estão na primeira fase e o rompimento do impasse depende de ações dos Estados Unidos. Trump vinha sugerindo, recentemente, uma possível reunião caso as tratativas avancem.

No pronunciamento, o assessor destacou que o Irã não reconhece nenhuma intervenção externa e mantém posição de soberania sobre seus recursos. As declarações foram dadas com foco na dinâmica entre as duas potências e no papel dos recursos congelados como elemento central do diálogo.

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