- O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse ao presidente Donald Trump que Israel manterá liberdade de ação contra ameaças em todas as frentes, inclusive no Líbano.
- Trump reiterou e apoiou esse princípio durante o telefonema sobre um acordo emergente entre Washington e o Irã, no sábado, dia vinte e três.
- A conversa ocorreu enquanto se discutia um memorando de entendimento para um acordo de paz que reabriria o Estreito de Ormuz.
- A agência iraniana Fars afirmou que o acordo envolveria não ataques entre EUA e aliados e que o Irã se comprometeria a não lançar ataques preventivos.
- Benny Gantz criticou a ideia de um cessar-fogo no Líbano, dizendo que seria um erro estratégico; os EUA dizem manter Israel informado sobre as negociações com o Irã.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, avisou ao presidente dos EUA, Donald Trump, que Israel continuará livre para agir contra ameaças, inclusive no Líbano, durante uma ligação sobre um acordo emergente entre Washington e o Irã. A conversa ocorreu no sábado, 23, segundo uma fonte israelense não identificada.
Segundo a fonte, Trump informou que EUA e Irã negociaram majoritariamente um memorando de entendimento para um acordo de paz que poderia reabrir o Estreito de Ormuz, passagem vital para o tráfego marítimo, que tem ficado próximo da paralisação desde o início da guerra contra o Irã. O tema ganhou repercussão regional diante de tensões no Oriente Médio.
A fonte israelense afirmou ainda que, na conversa, Netanyahu enfatizou que Israel manterá a liberdade de ação contra ameaças em todas as frentes, incluindo o Líbano. O presidente Trump teria reiterado esse princípio e apoiado a posição de Israel, segundo a mesma fonte.
Desdobramentos
O chanceler israelense mas não confirmado pela imprensa permaneceu em comunicação com os EUA sobre as negociações com o Irã. O objetivo, segundo relatos, é avançar caminhos para uma redução de riscos na região sem abandonar exigências de segurança de Israel.
O portal iraniano Fars veiculou informações sobre o que seria o esboço do acordo, apontando que EUA e aliados não atacariam o Irã ou seus parceiros, em troca de compromissos do Irã de não realizar ataques preventivos. O conteúdo não foi confirmado de forma oficial por autoridades de Washington ou de Jerusalem.
O político Benny Gantz avaliou que aceitar um cessar-fogo no Líbano poderia representar erro estratégico para Israel, dado o envolvimento da milícia Hezbollah, apoiada pelo Irã. A nota ressalta que o tema segue em análise entre as decisões de segurança do país.
Trump publicou em uma rede social que a ligação com Netanyahu ocorreu de forma muito produtiva, sem detalhar termos. A comunicação indicou que as negociações com o Irã caminham, com ênfase na preservação da segurança regional e na insistência sobre o programa nuclear iraniano.
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