- O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que falará com Lai Ching-te, líder de Taiwan, sobre uma possível venda de armas.
- A medida representaria uma quebra importante da tradição diplomática entre EUA e China.
- A possívelremessa de armas, de cerca de 14 bilhões de dólares, pode incluir equipamentos anti-drone e sistemas de defesa aérea.
- Os EUA mantêm o apoio a Taiwan, previsto pela Taiwan Relations Act, mesmo buscando equilibrar relações com a China.
- Pequim reivindica Taiwan como território e já avisou sobre riscos de conflito se a questão não for tratada com cuidado.
Donald Trump afirmou que conversará com Lai Ching-te, presidente de Taiwan, sobre uma possível venda de armas, em clara ruptura com a tradição diplomática. A declaração ocorreu após comentar que falaria com o líder taiwanês sobre o assunto.
Segundo o ex-presidente, manterá contatos com todas as partes envolvidas, incluindo Taipei, para decidir sobre a venda de armas de defesa. A fala intensifica debates sobre como o governo americano gerencia a relação com Taiwan e a China.
A Casa Branca não confirmou detalhes sobre a conversa nem sobre o pacote de defesa, estimado em 14 bilhões de dólares. A data não foi anunciada, mas a possibilidade de decisão fica em aberto.
Contexto diplomático
desde 1979 os EUA não mantêm relações formais com Taiwan, reconhecendo a China. A Taiwan Relations Act autoriza armas de defesa para a ilha, mantendo equilíbrio entre apoio a Taiwan e relação com Beijing.
O pacote proposto incluiria drones antiaves e mísseis de defesa aérea. Trump disse ainda que ainda não decidiu se a venda ocorrerá, ressaltando que precisa consultar Lai.
A China tem reiterado que Taiwan é território seu e pode usar força para unificação. Xi Jinping destacou riscos de conflito caso as ações sobre Taiwan sejam mal conduzidas, durante encontro com Trump em Beijing.
Lai, desde 2024 no poder, reforça investimento na defesa para endurecer a posição de Taiwan. Ele afirma que o país é soberano e democrático, e que a paz no Estreito de Taiwan não pode ser sacrificada.
O caso também envolve a agenda de política externa dos EUA. Relatórios da Financial Times indicam que Pequim pode atrapalhar visitas de oficiais norte-americanos até que Trump confirme o rumo da venda de armas.
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