- Surto de Ebola atinge República Democrática do Congo e Uganda, com transmissão rápida e alto risco local e regional; OMS declarou emergê ncia de saúde pública de importância internacional, mas risco global permanece baixo.
- Cepa Bundibugyo é a responsável pelo surto; não há tratamento específico nem vacina disponível para essa variante.
- Número de mortes na RDC é de pelo menos 148, com 51 casos confirmados e 575 suspeitos; mais de 800 contatos estão sob monitoramento.
- Um americano com Ebola está em tratamento na Alemanha; seis contatos de alto risco estão a caminho da Europa para observação.
- EUA impõem restrições de viagem a pessoas que passaram pela região; autoridades de saúde seguem vigilância, triagem e apoio à resposta, com foco em controle de transmissão.
Um surto de Ebola na República Democrática do Congo e em Uganda cresce rapidamente, com o vírus da cepa Bundibugyo. A OMS classifica o risco global como baixo, mas o risco nacional e regional é alto. A doença já mobiliza dezenas de países.
Testes confirmam a cepa Bundibugyo, sem tratamento específico ou vacina. A OMS declarou emergência de saúde pública de interesse internacional, enquanto especialistas alertam para vulnerabilidade de profissionais de saúde e deslocamentos no rajo do surto.
Um americano que atuava na RDC testou positivo. Autoridades alemãs transferiram o paciente para Berlim para tratamento. O CDC dos EUA trabalha para monitorar contatos próximos, com seis deles a caminho de fora da área para observação.
Casos, mortes e transmissão
A RDC confirmou ao menos 148 mortes ligadas ao surto, com 51 casos confirmados e 575 suspeitos. Mais de 800 contatos estão em monitoramento. Em Uganda, existem dois casos confirmados, também importados da RDC.
O Ebola se transmite por contato direto com fluidos corporais, superfícies contaminadas e, em alguns casos, por contato com cadáveres durante rituais. O período de incubação varia de 2 a 21 dias.
Resposta internacional
Várias nações adotam medidas para conter a propagação. Países próximos restringem viagens, fazem triagens em aeroportos e reforçam vigilância. O Canadá, países europeus e outros atuam com recursos, treinamento e apoio logístico.
O governo dos EUA anunciou restrições de entrada para estrangeiros que estiveram na região nos últimos 21 dias. A RDC permanece com nível de alerta elevado pela OMS.
Situação na prática
O paciente americano, Dr. Peter Stafford, foi internado no Hospital Universitário Charité, em Berlim, em estado estável. A esposa e um colega podem ter sido expostos, mas seguem quarentena e monitoramento.
Na área afetada, o surto começou a ser identificado apenas em maio, após sinais graves surgirem em Mongbwalu. A OMS avalia que houve lacuna de detecção de semanas, o que facilitou a disseminação inicial.
Contexto histórico
A Bundibugyo foi identificada pela última vez em 2007, em Uganda, com surtos também na RDC. Diferentemente de outras cepas, não há vacina específica para Bundibugyo. O tratamento é de suporte, com reidratação, oxigenação e controle da dor.
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