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Raúl Castro, último símbolo da Revolução Cubana, em mira dos EUA

Indiciamento nos EUA de Raúl Castro acende debate sobre o poder militar cubano e o peso da liderança na continuidade das relações com Washington

Raúl Castro ao lado de Che Guevara em 1964
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  • A Justiça dos Estados Unidos indiciou Raúl Castro por papel central no derrube de duas aeronaves da organização Hermanos al Rescate, em 24 de fevereiro de 1996, que deixou quatro mortos.
  • Aos 94 anos, ele foi ministro das Forças Armadas por quase meio século e é visto como a figura mais poderosa do regime, mesmo após deixar cargos formais.
  • O caso surge em meio a tensões entre Cuba e Estados Unidos e a uma crise econômica cubana, com reuniões discretas entre Washington e Havana para tratar do futuro do país.
  • Raúl Castro ficou conhecido por reformas econômicas entre 2008 e 2018 e pelo degelo diplomático com os Estados Unidos anunciado em 2014, com avanços limitados após a era Obama.
  • Mesmo fora da presidência, ele manteve influência política e participou de desfiles e eventos do Partido Comunista; há influência da família no poder, com interlocutores próximos citados em contatos recentes.

Raúl Castro, aos 94 anos, é alvo de indiciamento nos Estados Unidos, que o apontam como atuante no derrube de duas aeronaves da Hermanos al Rescate em 1996. O caso reacende debates sobre o peso do regime cubano na política regional.

O indiciamento coloca sob escrutínio o último grande símbolo da Revolução que ainda domina a cena cubana. A acusação envolve o papel central dele na decisão de agir contra as aeronaves de exilados, em águas próximas a Cuba.

O perfil de Raúl e sua trajetória

Raúl nasceu em 1931, em Birán, e manteve atuação estratégica nas Forças Armadas desde 1959. Herdou o poder de Fidel em 2006 e governou até 2018, buscando reformas econômicas limitadas sem abandonar o modelo de partido único.

Sua gestão ficou marcada pela abertura gradual à economia privada e por uma reconfiguração parcial do aparelho estatal. A relação com os Estados Unidos sofreu altos e baixos, incluindo o degelo diplomático de 2014.

O contexto recente

O caso ocorre num momento de crise econômica em Cuba, com apagões, escassez de combustível e sanções norte-americanas. Reuniões discretas entre autoridades cubanas e americanas já foram registradas.

Mesmo após deixar a presidência formal, o poder de Raúl continuou relevante, sobretudo em temas de defesa, segurança e políticas externas. Desfiles e eventos oficiais continuaram a contar com sua presença.

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