- O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, divulgou vídeo em que ativistas da flotilha para Gaza aparecem ajoelhados e com as mãos amarradas, após a interceptação das embarcações em águas internacionais.
- A repercussão foi de condenação global: António Costa disse estar chocado; o Reino Unido convocou o encarregado de negócios de Israel; Itália, França, Canadá, Holanda e Espanha anunciaram que vão pedir explicações ou ampliar medidas contra Ben-Gvir.
- A Polônia informou que pode proibir a entrada de Ben-Gvir no país, em resposta às atitudes associadas à flotilha; o ministro Radoslaw Sikorski publicou a posição nas redes sociais.
- Em Israel, o premier Benjamin Netanyahu afirmou que a interceptação foi apropriada, mas reconheceu que o tratamento aos ativistas não está alinhado aos valores do país; o chanceler Gideon Saar criticou Ben-Gvir, dizendo que prejudicou Israel.
- Os Estados Unidos anunciaram sanções contra quatro pessoas ligadas à flotilha, afirmando que a organização da flotilha tem vínculos com o Hamas, em meio a críticas de autoridades americanas sobre a forma de tratamento aos detidos.
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, divulgou um vídeo que mostra ativistas da flotilha pró-Gaza ajoelhados e com as mãos amarradas após a interceptação de suas embarcações em águas internacionais, provocando condenações internacionais. A peça viralizou e gerou críticas até mesmo entre aliados de Israel.
O ataque diplomático se intensificou com a reação de autoridades de diversos países, que afirmaram considerar o tratamento desrespeitoso e exigiram explicações das autoridades israelenses. O episódio ocorreu semanas após as ações de interceptação das embarcações.
Reações internacionais
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, disse estar chocado com a forma de tratamento e pediu a libertação dos ativistas. O Reino Unido convocou o encarregado de negócios de Israel e exigiu proteção aos direitos dos envolvidos.
A Polônia sinalizou que estudará a proibição de entrada de Ben-Gvir no país, citando a condenação à conduta das autoridades israelenses contra ativistas detidos. Itália, França, Canadá e Holanda anunciaram que vão convocar seus embaixadores para obter explicações.
A Itália pediu desculpas formais pelo que considerou desrespeito às solicitações italianas. França e Canadá ressaltaram que cidadãos devem ser tratados com dignidade, enquanto o Canadá classificou o vídeo como perturbador. A Espanha também manifestou que não tolerará maus-tratos a seus cidadãos.
Reação de Israel e aliados
Apesar de defender a interceptação, o premiê Benjamin Netanyahu afirmou que o tratamento dado aos ativistas não está alinhado aos valores de Israel. O chanceler Gideon Saar criticou a forma de Ben-Gvir, dizendo que prejudicou o país.
Nos Estados Unidos, o embaixador em Israel criticou a abordagem de Ben-Gvir, lembrando que a flotilha foi montada de forma provocativa. O Tesouro americano confirmou sanções contra quatro pessoas ligadas à flotilha, citando ligações com redes do Hamas.
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