- A China pediu aos Estados Unidos que cessem coerção e ameaças a Cuba, dizendo apoiar a ilha diante das acusações contra Raúl Castro.
- O ex-líder cubano, com 94 anos, foi indiciado nos EUA por conspiração para matar cidadãos norte‑americanos ligados ao derramamento de dois aviões em 1996, que matou quatro pessoas.
- Os aviões eram operados pelo grupo Brothers to the Rescue e transportavam três cidadãosdos EUA; o incidente aumentou as tensões entre EUA e Cuba, com Castro à frente das Forças Armadas na época.
- Cuba qualificou as acusações como manobra política sem embasamento legal, enquanto a China reiterou oposição à intervenção externa em Cuba.
- Os EUA aplicaram novas sanções e bloqueio petrolífero a Cuba, o que gerou apagões e desabastecimento; o governo cubano tem criticado as medidas e reagido às pressões.
A China pediu aos EUA que deixem de usar coercitividade e ameaças contra Cuba, após Washington indiciar o ex-líder Raúl Castro por conspiração para assassinato. O caso envolve a queda de dois aviões em 1996, que matou quatro pessoas e aumentou tensões entre EUA e Cuba.
Segundo a acusação, Castro, então chefe das Forças Armadas de Cuba, estaria envolvido na derrubada de aeronaves de um grupo dissidente cubano-americano que transportavam três cidadãos norte-americanos. O episódio ocorreu décadas atrás, entre Cuba e Flórida.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que Pequim apoia Cuba e pediu que os EUA cessem pressões e o uso de sanções e do aparato judicial como ferramenta de coerção contra a ilha. Também rejeitou interferência externa.
O governo cubano reagiu às acusações, com o presidente Miguel Díaz-Canel classificando-as como manobra política sem base legal. A China, aliada histórica de Havana, criticou a postura dos EUA diante do que chamou de pressão externa.
A ofensiva de Washington contra Cuba tem incluído novas sanções e medidas de bloqueio, como restrições ao petróleo, que impactaram o abastecimento e contribuíram para apagões e escassez. Nos últimos meses, o governo dos EUA ampliou sanções a setores cubanos.
Desde a prisão do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro, para julgamento nos EUA por narcoterrorismo e tráfico de drogas, o tom de Washington em relação a Cuba tem variado. A China tem reforçado apoio a Havana, fortalecendo relações econômicas.
A relação entre China e Cuba se estreitou nos últimos anos, após a adesão cubana à Iniciativa Cinturão e Rota em 2018. O projeto financiou projetos de infraestrutura na ilha e ampliou o alinhamento estratégico entre os dois países.
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