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China denuncia abuso da Justiça em acusação dos EUA contra Raúl Castro

China rejeita acusação dos EUA contra Raúl Castro, dizendo tratar-se de abuso da justiça e de pressão externa sobre Cuba

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun
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  • A China criticou o que chamou de “abuso de meios judiciais” e de pressão externa sobre Cuba, em resposta à acusação contra Raúl Castro feita pelo Departamento de Justiça dos EUA.
  • O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, afirmou que Pequim se opõe a sanções unilaterais e à interferência estrangeira.
  • Raúl Castro, de 94 anos, foi indiciado em Miami em 23 de abril por conspiração para matar cidadãos americanos, com acusações de quatro assassinatos e destruição de aeronaves.
  • A acusação envolve o abate de aviões do grupo Hermanos al Rescate, em 1996, quando caças cubanos derrubaram aeronaves em espaço aéreo internacional, matando quatro pilotos.
  • Castro não deixou Cuba recentemente; não há evidências de extradição, e ele foi ministro da Defesa por décadas e presidente de Cuba até 2018, mantendo influência nos bastidores.

A China reagiu nesta quinta-feira, 21, à acusação formal do ex-presidente cubano Raúl Castro, apresentada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. O governo chinês disse que condena o que chamou de abuso de meios judiciais e pressões sobre Cuba, em oposição a sanções unilaterais.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, afirmou que Pequim não aceita interferência externa na soberania cubana e que apoia a defesa da dignidade nacional de Cuba. A declaração enfatizou o repúdio a pressões exercidas sob pretexto legal.

Raúl Castro, hoje com 94 anos, apareceu em público pela última vez no começo deste mês. Não há informações confirmadas sobre saída da ilha ou necessidade de extradição. Castro foi ministro da Defesa por décadas e ocupou a presidência após Fidel Castro, de 2008 a 2018, mantendo influência política.

Detalhes da acusação

O indiciamento foi apresentado em 23 de abril em um tribunal federal de Miami. A acusação inclui conspiração para matar cidadãos americanos, quatro assassinatos e destruição de aeronaves. Quatro pilotos e mais cinco réus aparecem no mesmo caso, relacionado ao abate de aviões do grupo humanitário Hermanos al Rescate em 1996.

Segundo o Ministério Público dos EUA, caças cubanos derrubaram duas aeronaves em espaço aéreo considerado internacional na época, resultando na morte de quatro pilotos. Cuba argumentou que as ações foram uma resposta a violações do espaço aéreo cubano, seguindo ordens em defesa do território. A Organização da Aviação Civil Internacional apontou que o episódio ocorreu em águas internacionais.

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