- No nordeste de Bangladesh, enchentes sazonais afetam casas e plantações ao longo do rio Jamuna, especialmente em áreas rasas chamadas char.
- Arquitetos de Dhaka trabalham com comunidades locais para desenvolver o Khudi Bari, casas minúsculas elevadas e desenhadas para resistir a extremos climáticos e se mover conforme o terreno muda.
- As casas oferecem duas vantagens: proteção contra enchentes elevando as moradias e possibilidade de reposicionamento quando o solo char desaparece.
- O projeto prioriza transferência de conhecimento para que os moradores possam construir as casas sozinhos, com materiais fornecidos pela comunidade e madeira e bambu locais.
- No char de Jamalpur, 18 Khudi Bari foram erguidas em 2022 e, até o início de 2026, cinco novas casas estavam sendo construídas pelos próprios moradores.
In Bangladesh, o nordeste enfrenta inundações sazonais no rio Jamuna. Famílias que vivem em áreas baixas de areia, chamadas char, veem casas e safras seremarras de água todos os anos, criando uma luta constante pela sobrevivência.
Nessas áreas de baixo relevo, o custo da terra é baixo, mas a vulnerabilidade é alta. Reerguer após cada monção tem sido muitas vezes exaustivo para a comunidade local.
Nesse contexto, arquitetos de Dhaka trabalham com comunidades rurais para promover o projeto Khudi Bari, casas pequenas projetadas para suportar extremos climáticos. As estruturas são simples e resistentes às cheias.
As casas elevadas ficam fora do nível do solo, protegendo famílias e alimentos durante o pico das águas, e são desenhadas para serem movidas quando o terreno ancient se desloca com a cheia que muda a topografia.
A ideia é transferir conhecimento para a população local, para que os moradores possam construir as próprias Khudi Bari sem depender de especialistas. Esse empoderamento já começou a surtir efeito na região de Jamalpur.
Na char de Jamalpur, 18 Khudi Bari foram erguidas em 2022 e, no início de 2026, cinco novas casas já estavam sendo construídas inteiramente pelos moradores, com apoio de materiais fornecidos pelos profissionais.
Os trabalhadores locais aprendem com carpinteiros e recebem instruções sobre montagem, uso de madeira e bambu, permitindo que a comunidade conclua o projeto de modo autônomo.
Entre os moradores que participam, destaca-se o jovem casal Bulbul, que celebra a possibilidade de ter uma casa construída com esforço próprio, sem depender de terceiros, e pretende concluir antes da próxima monção.
Fontes da equipe de arquitetura destacam que o objetivo é ampliar o conhecimento técnico para além dos muros do projeto, fortalecendo a resiliência comunitária diante das mudanças no rio Jamuna.
O projeto Khudi Bari é coordenado pelo arquiteto Arman Abaedin, com participação da líder Marina Tabassum, que enfatizam a importância de adaptar a construção à dinamicidade dos char e da erosão fluvial.
O relato de Bulbul reforça a atuação prática: a comunidade já está capaz de transformar planejamento em construção real, reduzindo riscos durante as cheias e fortalecendo a economia local.
Em Jamalpur, a expectativa é ampliar o número de residências autoconstruídas e consolidar a transferência de técnicas, mantendo o foco na proteção de famílias, alimentos e meios de subsistência durante o período de chuva.
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