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Trump afirma que EUA estão libertando Cuba após indiciamento de Raúl Castro

Trump diz que EUA libertam Cuba após indiciamento de Raul Castro pela derrubada de dois aviões em 1996, com novas sanções e apagões no país

Fidel Castro (à esquerda) ouve seu irmão Raúl em foto de abril de 2011
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  • Donald Trump afirmou que os Estados Unidos estão “libertando” a Cuba após o Departamento de Justiça indiciar Raul Castro, então ministro da Defesa, pela derrubada de dois aviões em 1996.
  • A acusação envolve o episódio em que aeronaves do grupo Brothers to the Rescue foram derrubadas pela Força Aérea de Cuba, resultando em quatro mortes.
  • Na época, Cuba era governada por Fidel Castro; Raul Castro ficou no poder até 2018, quando Miguel Díaz-Canel assumiu a presidência.
  • Trump disse que não haverá escalada e que Cuba “está caindo aos pedaços”, mantendo pressão com medidas de embargo.
  • Nos últimos meses, o governo americano ampliou restrições, incluindo o fornecimento de petróleo, e aprovou um novo pacote de sanções em maio.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, 20, que o país está libertando Cuba após o Departamento de Justiça indiciar o ex-ditador Raúl Castro pela derrubada de dois aviões em 1996. A declaração ocorreu na Casa Branca, durante perguntas de repórteres, sem indicar escalada de ações contra o regime.

A acusação contra Raúl Castro, hoje com 94 anos, está ligada a um episódio de 1996, quando ele ainda era ministro da Defesa. Dois aviões do grupo Humanitário Brothers to the Rescue, formado por pilotos cubanos exilados em Miami, foram derrubados pela Força Aérea de Cuba, resultando na morte de quatro pessoas e agravando tensões com Washington.

Na sequência, Fidel Castro ainda era o líder de Cuba. Ele passou o governo a Raúl em 2008, que permaneceu no poder até 2018, quando cedeu espaço a Miguel Díaz-Canel, que continua à frente do regime cubano. A linha de governo cubano é apresentada como continuidade institucional.

O governo de Trump tem aumentado a pressão sobre Havana nos últimos meses. Além do embargo econômico vigente desde 1962, foram impostas novas restrições ao fornecimento de petróleo para a ilha e aprovado um novo pacote de sanções em maio. A conjuntura de falta de combustível agravou apagões e impactos em serviços, incluindo hospitais.

Contexto diplomático

  • A Casa Branca disse que o indiciamento é visto como um avanço, mas não indicou medidas de retaliação adicionais ou escaladas. A declaração reforça a estratégia de pressão sobre o regime cubano sem confirmar ações diretas de intervenção.

Implicações estratégias

  • Analistas apontam que o indiciamento pode ampliar o atrito entre as duas nações e influenciar o diálogo sobre casos antigos envolvendo Cuban migration e direitos humanos. O governo cubano não se pronunciou publicamente sobre a acusação até o momento.

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