- Putin encerrou a visita à China sem que Xi Jinping aceite construir um gasoduto entre os dois países; o projeto não teve prazo nem valores firmados.
- Ao longo da reunião, foram assinados pelo menos vinte acordos de cooperação, com a promessa de mais vinte no futuro.
- Os chineses destacaram a parceria “com base na igualdade, respeito mútuo e ganhos para ambos”, reforçando a posição chinesa como potência emergente.
- Um manifesto conjunto, escrito a quatro mãos, critica a hegemonia dos Estados Unidos, as sanções à Rússia e as tarifas de Donald Trump à China, além de defender diálogo sobre a Ucrânia e o fim de guerras no Irã.
- O documento reafirma apoio à integridade de Taiwan (sem abertura para independência) e sinaliza que, apesar de acordos, a China mantém prioridade de equilíbrio de poder com os Estados Unidos.
Vladimir Putin encerrou a visita à China sem obter o principal objetivo: convencer Xi Jinping a construir um gasoduto que ligasse o Ártico à China. O encontro ocorreu em Pequim, na quarta-feira, diante de autoridades de alto escalão, com o objetivo de fortalecer a parceria entre Rússia e China em meio a tensões globais.
Durante as sessões, Putin e Xi assinaram pelo menos 20 acordos de cooperação, com a promessa de fechar mais 20 no futuro. No entanto, o gasoduto não foi discutido com prazos ou valores definidos, apesar de o tema ter sido o ponto central da visita segundo o Kremlin.
A reunião ocorreu no Grande Salão do Povo, com Putin recebendo honras semelhantes às de líderes de peso internacional. Em comunicado conjunto, os dois presidentes ressaltaram uma parceria baseada na igualdade e no ganho mútuo, apontando avanços em várias áreas.
Pelo lado chinês, a mensagem foi de que a China continua consolidando seu papel de potência global, mantendo abertura a negociações com a Rússia sem, contudo, estabelecer compromissos imediatos sobre o gasoduto. O clima indicou continuidade de cooperação em projetos já em curso.
Cooperação e manifesto conjunto
Entre os itens firmados, estavam acordos de cooperação econômica, tecnológica e cultural, com projeção de ampliar intercâmbios. O encontro ocorreu quatro dias depois da visita de Donald Trump aos EUA, num contexto de desafio estratégico entre Washington e Beijing.
No plano político, Putin e Xi assinaram um manifesto conjunto que critica sanções impostas pelos Estados Unidos, defende a interlocução com Teerã e reafirma a oposição à independência de Taiwan. O documento também aborda a corrida armamentista e o papel de satélites de defesa.
Ao fim da visita, Putin retornou à Rússia sem obter a promessa de um gasoduto Novo entre os dois países. O Kremlin informou que a China discutirá a ideia, mas sem prazo ou compromissos firmes, enquanto Pequim confirmou negócios de curto prazo com o mercado norte-americano.
Entre na conversa da comunidade