- Países condenaram Israel após o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, divulgar um vídeo de ativistas da flotilha com destino a Gaza, ajoelhados e com as mãos amarradas.
- A organização Global Sumud aponta que a flotilha tinha cerca de 430 pessoas; as imagens foram divulgadas no Telegram de Ben Gvir.
- Espanha, Itália, França, a Organização das Nações Unidas e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, divulgaram condenação.
- Em solo espanhol, Pedro Sánchez classificou a atitude como inaceitável e pediu que a proibição de entrada de Ben Gvir seja estendida à União Europeia; o chanceler José Manuel Albares descreveu as imagens como monstruosas e desumanas.
- Netanyahu disse que a atitude não condiz com os valores do país, enquanto o gabinete ressaltou o direito de impedir flotilhas que cheguem a águas israelenses rumo a Gaza.
Diversos países condenaram Israel após o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, divulgar um vídeo onde ativistas da flotilha humanitária com destino a Gaza aparecem ajoelhados e com as mãos amarradas. A gravação foi publicada no Telegram de Ben Gvir e chamou atenção internacional.
Os ativistas estavam reunidos em fileiras durante a filmagem, segundo a organização Global Sumud, que estimou cerca de 430 pessoas a bordo. A cena ocorreu enquanto o ministro observava. A divulgação ocorreu após a interceptação da flotilha pelas autoridades israelenses.
Repercussões internacionais começaram a se manifestar de forma rápida, com condenação de governos e da ONU. Países da União Europeia e o órgão multilateral cobraram tratamento humano e adequado às normas internacionais.
Reações internacionais
Na Espanha, o governo classificou a atitude como inaceitável e pressionou para estender a sanção de Ben Gvir no país à União Europeia, citando cidadãos espanhóis entre os ativistas. O chanceler José Manuel Albares descreveu as imagens como desumanas.
Na Itália, líderes oficiais exigiram desculpas e convocaram o embaixador israelense para esclarecimentos. A primeira-ministra Giorgia Meloni destacou a gravidade da situação e a necessidade de resposta diplomática.
A ONU afirmou que qualquer detido deve ser tratado com respeito, seguindo as regras de direitos humanos e o direito internacional. O porta-voz Stephane Dujarric reforçou a proteção de civis e o devido processo.
Na França, o chanceler Jean-Noël Barrot considerou as ações inaceitáveis e também pediu a convocação do embaixador de Israel para esclarecimentos. O posicionamento francês acompanhou a linha de outros governos.
O governo de Israel, por meio de assessoria, condenou a atitude de Ben Gvir, afirmando que não condiz com os valores do país. Ao mesmo tempo, afirmou o direito de impedir flotilhas que entrassem em suas águas rumo a Gaza.
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