- Everlee Wihongi, 37 anos, de Nova Zelândia, foi detida em Los Angeles em 10 de abril após retorno de uma viagem familiar e permanece sob custódia do ICE, quase seis semanas depois.
- Durante a detenção, ela foi transferida para o centro de Adelanto, Califórnia, ficando em quarto com 45 pessoas por 22 horas diárias.
- A família relata episódios de abuso, como ameaças a uma gestante e funcionários gritando com detidos que não falavam inglês.
- A mulher tinha uma condenação antiga por posse de maconha; o advogado anterior foi impedido por conduta inadequada e há tentativa de anular a condenação para evitar deportação.
- O consulado da Nova Zelândia oferece assistência, mas o governo do país afirma não ter influência sobre decisões de imigração de outros países; a residência do ICE foi contatada para comentário.
Everlee Wihongi, de 37 anos, foi detida pela imigração dos EUA no Aeroporto de Los Angeles em 10 de abril, após retornar de uma viagem familiar. A prisão ocorreu durante o reingresso ao país, já que ela tem carteira de residente permanente (green card). A família afirma que houve um problema com uma condenação antiga por posse de maconha.
A detenção levou a semanas de atraso e deslocamentos entre estabelecimentos. Wihongi ficou inicialmente na instalação de Adelanto, na Califórnia, em condições citadas pela família como desumanas, em um quarto com 45 pessoas e iluminação contínua. A mãe descreve episódios de tensão com guardas que falam alto e gritam, inclusive diante de uma mulher grávida.
Após uma transferência sem aviso, a filha foi enviada para o Eloy detention center, no Arizona, onde permanece sob custódia há três dias, sem nova data marcada para audiência. A transferência alterou a jurisdição do caso e anulou a data de audiência anterior, de 10 de junho, deixando a família sem previsões.
Betty Wihongi afirmou que a experiência reforçou a sensação de que direitos de não cidadãos são limitados nos EUA. Ela sustenta que a defesa jurídica anterior da filha não informou possíveis consequências da admissão de culpa, o que pode ter contribuído para a inadmissibilidade atual.
O consulado da Nova Zelândia, com atuação do governo do país, iniciou suporte à família, segundo Betty. A representante consular afirmou que o ministério de relações exteriores fornece assistência, mas não pode influenciar decisões de imigração de outros governos.
A defesa de Everlee busca a anulação da condenação anterior para reverter a inadmissibilidade, com argumento de falha do advogado anterior. A nova estratégia envolve uma possível vacação da condenação no tribunal, conforme informado pela família.
A Guardian solicitou comentário ao ICE (Departamento de Imigração e Controle de Alfândegas dos EUA) sobre o caso, sem resposta até o fechamento deste texto. A família permanece buscando respaldo político e jurídico para esclarecer a situação.
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