- O Departamento de Justiça indiciou Raul Modesto Castro Ruz e mais cinco pessoas por conspiração para matar nacionais dos EUA e por destruir aeronaves ligadas a voos da BTTR, em relação à morte de quatro cidadãos americanos em 24 de fevereiro de 1996.
- Segundo a acusação, as mortes ocorreram quando caças cubanos MiG derrubaram duas aeronaves civis da BTTR sobre águas internacionais, perto do paralelo 24, enviando um claro sinal de retaliação contra dissidentes cubanos e exilados.
- O indiciamento envolve quatro acusações de assassinato, além de conspiração e destruição de aeronaves, com relatos de ações ordenadas pela cadeia de comando cubana chefiada por Castro Ruz.
- O caso descreve infiltração de espiões da Direção de Contrainteligência Militar (DI) em Miami para monitorar as atividades da BTTR e repassar informações à ditadura cubana.
- As ações descritas teriam ocorrido entre 1994 e 1996, com planejamento de operações para embaraçar ou impedir voos da BTTR rumo a Cuba e com ordens para evitar confronto direto em outros momentos.
O Departamento de Justiça dos EUA indiciou Raúl Modesto Castro Ruz, ex-presidente e ministro da Defesa de Cuba, por assassinato e conspiração no derramamento de sangue de quatro cidadãos americanos em 1996. O caso envolve seis acusados, incluindo figuras ligadas aos serviços cubanos.
A acusação sustenta que o regime cubano, liderado por Castro Ruz, ordenou ações letais contra aeronaves civis não armadas da Brothers to the Rescue (BTTR). Em fevereiro de 1996, pilotos cubanos teriam abatido três aviões de BTTR em águas internacionais, matando quatro ocupantes.
Segundo o documento, os aviões de BTTR, operados a partir de Opa-locka, perto de Miami, cruzaram a fronteira marítima e foram alvo de mísseis disparados a partir de caças MiG da DAAFAR, sob ordens de Castro Ruz. O episódio ocorreu no dia 24 de fevereiro de 1996, próximo ao 24º paralelo.
Detalhes da acusação
A denúncia descreve que, entre 1994 e 1996, a Direção de Inteligência (DI) cubana infiltrou agentes na BTTR para monitorar planos e repassar informações ao regime. A operação Escorpião visava conter ações pró-democracia e vigiar movimentos de BTTR.
Conforme o conjunto de fatos apresentado, as ordens para destruir aeronaves e matar civis teriam passado por uma cadeia de comando, com Castro Ruz como decisor final. Os três jatos atingiram dois aviões de BTTR a partir de um aeroporto próximo a Havana.
Contexto e consequências
O material descreve also tensões entre Cuba e dissidentes, além de episódios de migração de cubanos para os EUA desde 1959. A acusação aponta vínculos entre o regime cubano, espionagem e operações militares para coibir ações de exilados e organizações pró-democracia.
As acusações são de conspiração para matar nacionais dos EUA, destruição de aeronaves e homicídio. A denúncia cita que, na sequência, radicais atos de força foram aprovados pelo comando cubano, com participação de pilotos treinados na DAAFAR.
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