- O Itamaraty condenou o tratamento dado às pessoas da flotilha Global Sumud, classificando-o como degradante e humilhante, e repudiou a interceptação das embarcações em águas internacionais.
- O governo brasileiro pediu a libertação imediata de todos os ativistas detidos, incluindo quatro brasileiros que integravam a flotilha.
- O Itamaraty ressaltou que Israel deve garantir pleno respeito aos direitos e à dignidade dos detidos, em conformidade com compromissos internacionais, como a Convenção contra a Tortura.
- A decisão de Israel de interceptar as embarcações gerou críticas internacionais e abriu uma crise diplomática, com governos de diversos países cobrando medidas.
- A flotilha havia partido do sul da Turquia, reunindo cerca de quatrocentos e trinta ativistas de aproximadamente quarenta países, com objetivo de levar ajuda humanitária à população palestina e contestar o bloqueio a Gaza.
O governo brasileiro condenou o tratamento dado por autoridades israelenses aos integrantes da Flotilha Global Sumud, interceptada no mar Mediterrâneo com destino à Faixa de Gaza. A diplomacia brasileira também pediu a libertação imediata dos ativistas detidos, incluindo quatro brasileiros. O Itamaraty classificou as ações como degradantes e humilhantes.
A nota oficial cobra respeito aos direitos e à dignidade dos detidos, em linha com compromissos internacionais, como a Convenção contra Tortura. O Itamaraty reiterou ainda o repúdio à interceptação de embarcações em águas internacionais e à detenção dos participantes da missão.
Reação internacional e conteúdo do vídeo
A reação ganhou contornos após a divulgação de um vídeo publicado por Itamar Ben-Gvir. As imagens mostram ativistas em posição de humilhação, com o hino de Israel ao fundo, o que gerou críticas de governos europeus e de outras nações. Netanyahu afirmou que a conduta não condiz com os valores de Israel, ainda que defenda restrições a embarcações ligadas a apoiadores do Hamas.
A flotilha, que partiu do sul da Turquia na semana anterior, reunia cerca de 430 ativistas de aproximadamente 40 países. Organizadoras afirmaram que o objetivo era levar ajuda humanitária a Gaza e desafiar o bloqueio naval imposto pelo país.
Detidos brasileiros e desdobramentos
Entre os brasileiros detidos estão a advogada Ariadne Teles, a ativista Beatriz Moreira, a desenvolvedora Thainara Rogério e o médico Cássio Pelegrini. De acordo com o governo israelense, os ativistas serão deportados. O Itamaraty segue acompanhando o caso e atuando pela libertação dos nacionais.
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