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Irã: mulheres sem véu ganham destaque

Da modernização dos anos de Guerra Fria à Revolução de 1979, Shirin Ebadi simboliza a ruptura dos direitos femininos no Irã e seu exílio

A revolução iraniana resultou em mudanças drásticas para os direitos das mulheres no país. (Foto: Imagem produzida por Gemini IA/Gazeta do Povo)
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  • A história acompanha Shirin Ebadi, estudante de direito em Teerã que sonhava em ser juíza e defender os direitos das mulheres.
  • Nos anos sessenta, o Irã vivia modernização: direito ao voto, leis de divórcio mais protegidas e liberdade de vestimenta.
  • A Revolução de 1979 levou o aiatolá Ruhollah Khomeini ao poder, interrompendo o progresso e instaurando repressão a grupos progressistas e liberdades civis.
  • Nas décadas seguintes, o regime eliminou opositores, restringiu a imprensa e criou a Polícia dos Costumes; Ebadi foi afastada da magistratura.
  • Ebadi recebeu o Prêmio Nobel da Paz por defender direitos humanos e hoje vive no exílio no Reino Unido; o Irã permanece em atrito com o Ocidente.

O Irã viveu uma transformação marcante na segunda metade do século XX. Em Teerã, uma estudante de direito caminha pela faculdade sem véu, enquanto comenta sobre leis de divórcio recém-aprovadas. A reportagem foca na visão de uma jovem que sonha em ser juíza e defender mulheres.

Entre as décadas de 1960 e 1970, o país passou por modernização econômica e cultural impulsionada por alianças com o Ocidente. Nesse período, mulheres conquistaram o direito ao voto, avanços em divórcio e maior liberdade de vestimenta, abrindo espaço para diplomas e cargos públicos.

Da modernização à Revolução

A Revolução Islâmica de 1979 mudou o curso do Irã. O aiatolá Ruhollah Khomeini assumiu o poder, acusando a modernização de decadência moral e afastamento do Islã. O regime passou a reprimir grupos progressistas, com as unidades de vigilância social e a eliminação de setores da oposição.

Décadas depois, o Irã passou a enfrentar críticas internacionais por restringir liberdades civis. O país passou a financiar grupos extremistas e a manter políticas que impactam direitos das mulheres, ciência e imprensa, segundo observadores externos.

Shirin Ebadi e o legado

Shirin Ebadi destacou-se no final do século XX ao denunciar abusos de direitos humanos e defender mulheres iranianas. Por suas ações, recebeu o Prêmio Nobel da Paz, porém vive no exílio no Reino Unido devido a restrições impostas pelo regime. A trajetória dele exemplifica a conturbada relação entre reformas internas e repressão política.

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