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Filha de Fidel Castro diz que Cuba está preparada e não deve ser subestimada

Filha de Fidel Castro afirma que Cuba está preparada ante ameaça dos EUA e alerta para alto custo humano de uma invasão

Alina Fernandéz, filha de Fidel Castro, ficou desiludida com o regime de Cuba nos anos 80
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  • Alina Fernández, filha de Fidel Castro, afirmou à CNN Internacional que a geração dela cresceu vendo o padre na TV e teme que os EUA subestimem as capacidades militares de Cuba.
  • Ela, anticomunista há décadas e exilada em Miami, não apoia o regime cubano, mas diz que uma invasão norte-americana traria grande sofrimento aos civis.
  • O presidente cubano Miguel Díaz-Canel disse que qualquer ataque dos EUA terminaria em banho de sangue; Fernández concorda com a preocupação sobre os civis.
  • Fernández soube que Fidel era seu pai aos dez anos e fugiu de Cuba em 1993 para evitar que sua filha fosse criada sob o regime; hoje vive em um pequeno duplex em Miami.
  • Ela aponta que o tom mais beligerante dos EUA tende a ser atribuído mais ao secretário de Estado, Marco Rubio, do que a Donald Trump, e não acredita que os cubanos se rendam facilmente.

Alina Fernández, filha de Fidel Castro, afirmou em entrevista que Cuba não deve ser subestimada pelos Estados Unidos. A médica anticomunista exilada em Miami expressou preocupação com a percepção de que o governo cubano possa ser menosprezado pela administração norte-americana. A conversa ocorreu na CNN Internacional.

Ela destacou que muitos cubanos na sua geração cresceram com a imagem de Fidel Castro na televisão, lembrando a infância em que aguardava o fim dos discursos para assistir aos desenhos. A narrativa também mencionou uma relação de Castro com a mãe de Alina, mantida à distância ao longo dos anos.

Fernández revelou que ficou sabendo quem era seu pai aos 10 anos, após contato com a mãe. O reconhecimento veio de forma gradual, sem grande surpresa, segundo seu relato, e houve sensação de traição ao descobrir que amigos já sabiam antes dela. O testemunho também aborda o ocorrido entre mãe e pai durante a revolução dos anos 50.

Contexto e posição política

A exilada também contou que, hoje, não compartilha da ideologia de Fidel e tornou-se crítica do regime cubano no final dos anos 1980. Em Miami, onde vive, afirma se sentir como qualquer outro cubano, descrevendo-se como exilada e cidadã comum, sem identificação com o passado político.

Sobre a relação com os EUA, Alina aponta que o tom beligerante atual não depende apenas da figura do ex-presidente Donald Trump, mas de decisões associadas a figuras do governo, como o secretario de Estado Marco Rubio. A própria história familiar é citada para contextualizar a visão sobre possíveis ações futuras.

Ela também mencionou rumores sobre possíveis ações contra o governo cubano, incluindo a iminência de acusações criminais contra Raúl Castro, o que, na visão dela, pode fazer parte de estratégias regionais. O relato reforça a ideia de que autoridades cubanas podem responder de forma firme a pressões externas.

Sobre Cuba e o futuro

Fernández ressaltou que é improvável que Cuba se renda facilmente diante de pressões externas. A experiência histórica de resistência é apresentada como elemento central da narrativa, com a afirmação de que o país tem capacidade de resposta diante de conflitos. A entrevista reforça a percepção de que o cenário envolve fatores complexos entre Cuba e os EUA.

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