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EUA indiciam Raúl Castro e ampliam ofensiva contra Cuba durante crise energética

EUA indiciam Raúl Castro, ampliando pressão política sobre Cuba em meio à crise energética e à disputa por narrativas

O ministro da Justiça dos Estados Unidos, Todd Blanche, fala durante uma coletiva de imprensa anunciando a acusação do ex-presidente cubano Raúl Castro, na Freedom Tower de Miami, na Flórida, em 20 de maio de 2026.
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  • EUA indiciaram Raúl Castro, ex-presidente cubano, por homicídio, destruição de aeronave e conspiração, em relação ao ataque de 1996 contra aviões do grupo Brothers to the Rescue; o processo foi apresentado por um grande júri federal em Miami.
  • O ataque derrubou dois Cessna de uma organização que monitorava balsas de refugiados; quatro pessoas morreram, três cidadãs americanas; Cuba afirma que os aviões violavam seu espaço aéreo.
  • A acusação faz parte da pressão política dos EUA sobre Havana em meio a uma crise energética, com o governo americano promovendo uma “nova via” para Cuba.
  • A ofensiva ocorre em contexto de disputa com o grupo militar cubano Gaesa e de debate sobre ajuda humanitária de até 100 milhões de dólares, além de justificativas sobre o desvio de recursos.
  • Reações: o governo cubano critica a data do anúncio; Díaz-Canel aponta intervenção dos EUA, enquanto Washington afirma que o bloqueio contribui para os problemas econômicos cubanos.

O governo dos Estados Unidos indiciou Raúl Castro, 94, ex-presidente cubano, por suposto envolvimento no ataque a dois aviões civis em 1996, quando era ministro da Defesa. O anúncio ocorreu nesta quarta-feira, 20 de maio de 2026, em Miami, e faz parte de uma ofensiva política contra Havana em meio à crise energética na ilha.

O grande júri federal de Miami apresentou quatro acusações de homicídio, duas de destruição de aeronave e uma de conspiração para matar cidadãos americanos. A ação judicial reacende décadas de pressão para responsabilizar o regime cubano pelo episódio, que vitimou quatro pessoas, entre elas três americanas, e gerou forte impacto na comunidade cubano-americana.

Diante do caso, a Casa Branca sustenta uma estratégia de pressão máxima sobre Cuba, associando-o a uma tentativa de mudança de regime. A acusação ocorre num momento de acentuada escassez de energia em Cuba e de críticas ao manejo econômico do governo, segundo autoridades norte-americanas.

Contexto e desdobramentos

O ataque envolvendo cacas MIG cubanas derrubou dois Cessna do grupo Brothers to the Rescue, que operava entre Miami e o estreito da Flórida. Havana sustenta que as aeronaves violavam seu espaço aéreo, enquanto Washington afirma que pertenciam a espaço internacional. As famílias das vítimas pressionavam por punição há anos.

O caso aumenta a tensão entre os dois países, em meio a debates sobre ajuda humanitária e apoio financeiro aos cubanos. O secretário de Estado enviou mensagem em espanhol para o público cubano, destacando a oferta de uma nova via para Cuba, sob condições de eleições livres e alternância no poder.

A publicidade política acompanha a ofensiva: o governo norte-americano aponta para autoridades cubanas e para o papel do grupo militar Gaesa na economia da ilha. A crise econômica e energética cubana, com apagões frequentes, é apresentada como contexto para a ação judicial.

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