- A Coreia do Sul buscará todas as opções, incluindo arbitragem de emergência, para evitar greve na Samsung Electronics, maior empregadora do país.
- As negociações salariais serão retomadas na segunda-feira com um mediador do governo, em meio a preocupações sobre a interrupção.
- A Samsung, líder global em memória, responde por quase um quarto das exportações sul-coreanas, elevando o impacto de uma possível greve.
- O primeiro-ministro Kim Min-seok disse que uma suspensão de apenas um dia na fábrica de semicondutores pode gerar perdas diretas de até 1 trilhão de won (US$ 667,68 milhões).
- Autoridades alertaram que a pausa pode levar a meses de inatividade e, se materiais forem descartados, os danos poderiam chegar a 100 trilhões de won.
A Coreia do Sul adotará todas as opções para impedir uma greve na Samsung Electronics, a maior empregadora do país. O governo deve buscar também uma arbitragem de emergência para reduzir danos caso a paralisação ocorra. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro neste domingo.
A Samsung, líder mundial em chips de memória, tem o sindicato local em negociações salariais já marcadas para retornar na segunda-feira, com a participação de um mediador do governo. A intenção é evitar impactos na produção e nas exportações.
O primeiro-ministro Kim Min-seok informou, após reunião de emergência com ministros, que uma suspensão de apenas um dia na fábrica de semicondutores pode gerar perdas diretas de até 1 trilhão de won. O governo também teme inatividade prolongada que aumentaria prejuízos.
Medidas e impactos
A avaliação é de que uma pausa temporária pode desencadear meses de interrupções na fabricação de chips, com riscos de danos econômicos maiores, caso materiais precisem ser descartados durante a greve.
A Samsung responde pela maioria das exportações do país, respondendo por quase um quarto dessa pauta. As negociações visam manter a continuidade operacional sem prejudicar a remuneração dos trabalhadores.
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