- O ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, afirmou em Nova Déli que o Irã não confia nos EUA e só negociará se Washington demonstrar seriedade.
- Araqchi disse que as negociações mediadas pelo Paquistão estão em dificuldade e suspensas após as propostas mútuas terem sido rejeitadas na semana passada.
- O Irã mantém o cessar-fogo para tentar avançar a diplomacia, mas está preparado para retomar os combates se necessário.
- O Estreito de Ormuz pode ser atravessado por todas as embarcações, exceto aquelas em guerra com Teerã; navios devem coordenar com a Marinha iraniana. A situação é considerada muito complicada.
- Em Washington, o presidente Donald Trump disse que sua paciência com o Irã estava se esgotando e compartilhou com Xi Jinping a ideia de que Teerã deveria reabrir o estreito.
O Irã afirmou não confiar nos Estados Unidos e disse que só negociará com Washington se este demonstrar seriedade. A declaração foi feita pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, nesta sexta-feira, durante visita a Nova Déhli para a reunião de ministros do BRICS.
Araqchi informou que o Estreito de Ormuz continua aberto a todas as embarcações, exceto as que estejam em guerra com o Irã. Navios interessados em atravessar devem coordenar com a Marinha iraniana; a situação no estreito é descrita como muito complicada.
O Irã fechou o estreito após o início da guerra com EUA e Israel em fevereiro, reduzindo drasticamente o fluxo global de petróleo e gás. O trânsito voltou a ficar restrito após o atual acirramento regional.
As negociações para um cessar-fogo permanente, mediadas pelo Paquistão, estão suspensas desde que as partes rejeitaram as propostas mútuas na semana passada. Mensagens contraditórias foram apontadas por Teerã como fator de incerteza.
O Irã busca manter o cessar-fogo para preservar espaço para a diplomacia, mas não descartou retomar ações militares caso haja quebra dos acordos. As dificuldades nas negociações envolvem as ambições nucleares do Irã e o controle do estreito.
Horas antes, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que sua paciência com o Irã estaria se esgotando. Em conversa com o presidente chinês, Xi Jinping, Washington concordou que Teerã deveria reabrir o estreito, segundo relatos posteriores.
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