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China alerta sobre venda de armas dos EUA para Taiwan antes de reunião Trump-Xi

China pressiona Washington para cumprir compromissos antes da cúpula com Xi, após anúncio de US$11 bilhões em armas para Taiwan

O presidente dos EUA, Donald Trump, cumprimenta o presidente chinês, Xi Jinping, durante uma reunião bilateral no Aeroporto Internacional de Gimhae, à margem da cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), em Busan, Coreia do Sul, em 30 de outubro de 2025. REUTERS/Evelyn Hockstein
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  • A China reiterou forte oposição às vendas de armas dos EUA para Taiwan, pedindo que Washington honre seus compromissos internacionais.
  • Taiwan é considerado pela China como parte de seu território e o país chamou a região de “centro dos principais interesses” chineses.
  • O anúncio ocorre antes de encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim.
  • Em dezembro, o governo norte‑americano aprovou um pacote de armas no valor de US$ 11 bilhões para Taiwan, o maior da história.
  • A China chamou Taiwan de questão interna e afirmou que o envolvimento militar dos EUA na região deve ser vedado.

A China reiterou nesta quarta-feira sua forte oposição às vendas de armas dos EUA para Taiwan, antes da chegada do presidente dos EUA, Donald Trump, a Pequim. O governo chinês pediu que Washington honre seus compromissos internacionais.

Taiwan é considerado pela China como parte de seu território, e a reforma das relações com Taipé é tema provável de dois dias de reunião entre Trump e o presidente Xi Jinping. A postura comercial e militar de Washington será observada de perto.

Os EUA são obrigados por lei a fornecer armas para Taiwan, mesmo sem relações diplomáticas formais. Em dezembro, o governo Trump anunciou um pacote de armas de US$ 11 bilhões, o maior já feito para a ilha.

A porta-voz Zhang Han, do Escritório de Assuntos de Taiwan da China, disse que Taiwan é questão interna e do povo chinês. Afirmou que se opõe a qualquer laço militar com a região e à venda de armas.

Ela ressaltou que Taiwan representa o centro dos principais interesses da China e que os EUA devem cumprir obrigações internacionais. Zhang lembrou a posição de Beijing sobre a soberania da ilha.

Os EUA não reconhecem formalmente a soberania de Taiwan, mantendo a política de Uma Só China. O país, porém, reconhece a visão de Pequim de que a ilha pertence à China, sem aceitar a situação.

Contexto diplomático envolve a cúpula entre Trump e Xi, com expectativa de discutir a questão de Taiwan e a venda de armamentos, além de tensões bilaterais sobre segurança regional. A cobertura é com repórteres em Pequim e Taipé.

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