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Alemanha julga ex-militante de esquerda com ligações com brasileiros

Em Verden, defesa de Daniela Klette encerra julgamento sobre roubos e tentativa de homicídio ligados à Fração do Exército Vermelho, com pedido de quinze anos de prisão

Daniela Klette, ex-integrante do grupo de extrema esquerda alemão Fração do Exército Vermelho (RAF), faz um gesto de saudação ao entrar no Tribunal Regional de Verden, no norte da Alemanha, em 10 de março de 2026.
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  • A ex-militante Daniela Klette, de 67 anos, apresenta nesta quarta-feira (13) suas considerações finais de defesa em Verden, na Baixa Saxônia, Alemanha.
  • Ela é julgada por assaltos a supermercados e a carro-forte entre 1999 e 2016, depois do fim da Fração do Exército Vermelho (RAF).
  • A promotoria pede quinze anos de prisão por tentativa de homicídio e roubo à mão armada qualificado.
  • No apartamento em Berlim foram encontrados euros 240 mil em dinheiro e mais de um quilo de ouro; a acusação sustenta que ela viajou com identidade falsa.
  • A defesa afirma perseguição política; a ex-integrante manteve relação com o Brasil durante a vida na clandestinidade, adotando o codinome Cláudia Ivone.

Daniela Klette, ex‑militante da Fração do Exército Vermelho (RAF), enfrenta no tribunal de Verden, na Baixa Saxônia, alegações de roubos e tentativa de homicídio entre 1999 e 2016. O processo ocorre após 30 anos de clandestinidade.

A defesa questiona perseguição política, aponta vínculos passados com o grupo e a história de vida com o Brasil. A audiência marca a conclusão do julgamento que começou no ano passado.

Klette, hoje com 67 anos, foi presa em Berlim em 2024. Ela é acusada de participar de assaltos a supermercados e carros-fortes após a dissolução da RAF, em 1998.

Detalhes do caso

A promotoria pede 15 anos de prisão por tentativa de homicídio e roubo a mão armada qualificado. Os crimes teriam ocorrido em Berlim e outras localidades entre 1999 e 2016.

No apartamento de Kreuzberg, Berlim, foram encontrados 240 mil euros em dinheiro e mais de 1 kg de ouro. A defesa sustenta que a vida financeira decorreu de atividades criminosas diversas.

Ligações com o Brasil

Klette viveu na clandestinidade e desenvolveu laços com o Brasil, mantendo identidade falsa durante parte do período. Ela adotou o pseudônimo Cláudia Ivone e tinha vínculos com um brasileiro, Emerson Gomes da Silva.

Emerson relatou que a conhecia como Cláudia, ainda sem saber a verdadeira identidade. Segundo ele, o relacionamento ocorreu no início dos anos 2000, durante viagens da ré.

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